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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Simon Bountman



Simon Bountman
Rússia, 1 de janeiro de 19001
Rio de Janeiro, 1 de março de 1977
Foi um maestro e violinista russo que residiu no Brasil.
Um dos principais arranjadores nas gravações da Odeon e da Columbia nas décadas de 1920 e 1930. Chegou ao Brasil em 1923, acompanhando a orquestra da companhia de revistas espanhola Velasco, durante temporada de dois meses no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro.
Depois do término da temporada com a Velasco, em outubro de 1923, decidiu permanecer no Rio de Janeiro, formando com outros músicos a Jazz-Band Kosarin. No final do ano, foi contratado pelo Copacabana Palace Hotel, onde criou e dirigiu a Jazz-Band e a Orquestra Pan American do Cassino Copacabana. Durante a década de 1920, apresentou-se à frente da orquestra no grill-room do Copacabana Palace, em espetáculos dançantes que iam da meia-noite às quatro horas da madrugada. Entre os cantores que se apresentavam com a orquestra dirigida por ele estava Francisco Alves, antes de iniciar sua carreira discográfica na Casa Edison.  No ano de 1926,  a convite de Fred Figner, o maestro passou a reger gravações para a Odeon. As primeiras gravações com arranjos seus foram a valsa "Revendo o passado", de Freire Junior e o fado-tango "Visão do passado", de Ernesto dos Santos, o Donga. Segundo Luís Antonio Giron, em sua biografia de Mario Reis "O fino do samba", há uma tendência "nos historiadores musicais populares em menosprezar o papel dos músicos de formação européia na miscegenação sonora que se dava nos anos 1920. Em nome do ufanismo afro, consideram figuras como Bountman, o pianista Lúcio Chameck, o saxofonista Ignacio Kolman e o maestro Harry Kosarin como elementos secundários". Ainda na Odeon, criou e dirigiu a Orquestra Pan American que realizou uma série de gravações, entre as quais, os fox trot "Pergunte a ela", de autor desconhecido, "Uma noite de farra", de Lúcio Chameck e "Pérola do Japão", de Fonseca Costa, além da toada brasileira "Paulicéia como és formosa", de Ernesto Nazareth.  Em 1928,  fez o arranjo e a regência para a antológica gravação de Mario Reis do samba "Jura", de Sinhô, que lançou publicamente o grande cantor carioca. Em 1997, seu arranjo para o samba "Música, Maestro", de Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti, foi aproveitado pela cantora Vânia Bastos e incluído no LP "Diversões não eletrônicas", lançado pela ela pela gravadora Velas.

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