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sábado, 24 de janeiro de 2015

Manito



Antônio Rosas Sanches, O Manito
Vigo, 3 de abril de 1944 - São Paulo, 9 de setembro de 2011
Foi um tecladista e saxofonista brasileiro, integrante da formação original da banda Os Incríveis, conjunto de sucesso da Jovem Guarda, em 1972 fundaria a banda Som Nosso de Cada Dia.
Nascido na cidade de Vigo, na Espanha, Manito chegou ao Brasil com nove anos de idade. Aos 4 anos de idade já era músico experiente, e participou do movimento da Jovem Guarda na década de 1960. Em 1963, foi um dos fundadores da banda “The Clevers”. Em 1965, devido a desentendimentos com o empresário da banda, o nome do grupo mudou para ‘’Os Incríveis”.
Em 1970, fundou o grupo de música instrumental "Saxomania" junto com o músico João Cuca3 . Formou também o grupo de rock progressivo “Som Nosso de Cada Dia”.
No ano de 1973, foi convidado por Sérgio Dias Baptista para assumir o posto de tecladista de Os Mutantes, no lugar de Arnaldo Baptista. Após algumas semanas, porém, e da forma mais amigável possível, resolveu abandonar a banda e voltar ao Som Nosso de Cada Dia.
Em 1974, Som Nosso de Cada Dia lançou o clássico álbum “Snegs”. Em 1975, Manito resolveu sair novamente do grupo e ficou fora do cenário musical por algum tempo. Em 1980, reapareceu com o grupo de funk-blues-rock “Funk-Mora”, sumindo logo depois. Em 1994, lançou com o Som Nosso de Cada Dia o ábum “Live 94″.
Em 1995, The Clevers se reuniram para participar do projeto “30 Anos De Jovem Guarda”.
Em 1998, participou do álbum “Chronophagia” da banda “Patrulha do Espaço”, outra lenda do rock brasileiro.
Em 2005, participou do álbum Acústico MTV - Ultraje a Rigor.
Em 2010, a Biblioteca Temática em Música Cassiano Ricardo prestou uma homenagem ao músico, através do tributo "O incrível Manito: tributo a um grande roqueiro brasileiro".

Mutinho



Lupicínio Moraes Rodrigues, O Mutinho
Baterista e compositor, nascido em Porto Alegre em 4 de fevereiro de 1941, sobrinho do grande Lupicínio Rodrigues.
Compositor de inúmeras canções, possuindo diversos parceiros como Vinicius de Moraes e Toquinho. É considerado como interprete de Caetano Veloso devido sua voz ser parecida com a dele.
Em 1968 ocorreu sua primeira apresentação internacional em Buenos Aires. Em seguida, foi para o Rio de Janeiro convidado pela pianista Tania Maria, famosa nos Estados Unidos, onde reside até hoje, para tocar em São Paulo na Catedral do Samba. Posteriormente formou um grupo musical com o guitarrista Macumbinha e passaram a acompanhar artistas como: Elis Regina, Pery Ribeiro, Leny Andrade e outros.
No término de 1972, foi convidado para acompanhar Vinicius de Moraes e Toquinho, junto com o Quarteto em Cy, no Segundo Circuito Universitário no Rio de Janeiro.
Acompanhando Vinícius e Toquinho, apresentou-se no Uruguai, Argentina, Equador, México e Venezuela. Em 1976 em turnê pela Europa, ao lado de Vinicius, Toquinho e Maria Creuza, apresentou-se no Olimpya de Paris e no Sistina de Roma.
Em 1977, acompanhou as estrelas Tom Jobim, Vinícius, Toquinho e Miucha em temporada de 8 meses no Canecão, Rio de Janeiro. Em razão do sucesso o espetáculo estendeu-se para outros países: Argentina (Buenos Aires); França (Paris); Itália (Roma, Milão, Firenze) chegando até ao oriente médio.
Foram feitas outras turnês pelos países da Europa, pelas Américas e Oriente, sendo que no Japão gravaram discos com Sadao Watanabe.
Após o falecimento de Vinícius de Moraes, Mutinho acompanhou Toquinho até 1996.
Apresenta-se atualmente no Piano-Bar "Baretto" em São Paulo.

Lito



Lito Robledo, O Lito
Bastante conhecido entre os músicos de São Paulo, filho do pianista Robledo, Lito é mais um desses grandes musicos desconhecido do grande publico e grande parte da mídia, começou a tocar aos 15 anos de idade acompanhando seu pai, o pianista Robledo. Autodidata, adquiriu experiência
tocando em várias casa noturnas, bares, teatros, hotéis, fazendo showscom cantores em diversos grupos, dentre as quais o Sanja, Vou vivendo,Maksoud Plaza, Blue Note, Baiúca. Viajando pelo Brasil, acompanhou diversos cantores, dentre eles Johnny Alf, Fafá de Belém(hahaha), Maysa, Fátima Guedes,Wilson Simonal, Rosa Maria, Jane Duboc, Ed Mota e muitos outros. No
exterior, tocou no Japão, EUA, Canadá, México, Portugal e Suíça. Participou de diversos grupos instrumentais, tais como Raul de Souza Quarteto, Bissamblazz, Bob Wyatt trio, Nivaldo Ornelas Quarteto, Paulo Moura e Hector Costa Quinteto.

China



Otávio Littleton da Rocha Vianna, O China
 16/5/1888 Rio de Janeiro, RJ
 27/8/1927 Rio de Janeiro, RJ
Violonista. Cantor. Compositor.
Filho de Alfredo da Rocha Vianna e Raimunda da Rocha Vianna, irmão de Pixinguinha. Nasceu no subúrbio da Piedade e passou a infância no Catumbi. Foi criado em um ambiente extremamente musical. Seu pai, funcionário dos telégrafos e flautista amador, possuía um grande arquivo de choros antigos e costumava reunir em sua casa os grandes chorões da época como Quincas Laranjeiras, Irineu de Almeida, Candinho Trombone, entre outros.
Integrou o "Choro Carioca", grupo no qual atuavam seus irmãos Pixinguinha (flauta), Leo (violão), e Henrique (cavaquinho). Em 1917, integrou o Grupo de Caxangá, conjunto instrumental organizado pelo violonista João Pernambuco, que desfilava pela Avenida Rio Branco exibindo fantasias de sertanejos e executando toadas, cateretês, entre outros gêneros regionais. Por essa época, gravou como cantor vários discos na Phoenix, onde registrou suas modinhas "Amei-te tanto" e "A lua nova". No carnaval de 1919, obteve grande sucesso com o samba "Já te digo", com Pixinguinha, lançado pelo Grupo de Caxangá em resposta ao samba "Quem são eles", lançado por Sinhô. A polêmica começou, na verdade, quando Sinhô compôs "O pé de anjo", seu primeiro sucesso para o carnaval gravado por Chico Alves, que também estreava. A letra da marcha refere-se com ironia aos pés avantajados de China. Foi também integrante do conjunto Os Oito Batutas, grupo musical formado em abril de 1919, quando Isaac Frankel, gerente do cinema carioca Palais, solicitou a Pixinguinha que selecionasse músicos para se apresentar na sala de espera do cinema. Conquistaram rapidamente a fama de melhor conjunto típico da música brasileira, empreendendo excursões por São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e Pernambuco. Em janeiro de 1922 embarcaram para Paris, custeados por Arnaldo Guinle. A temporada prevista para apenas um mês prolongou-se até o final do mês de julho. Retornam ao país em meados de agosto, para participar das comemorações do centenário da independência do Brasil. Em novembro do mesmo ano, embarcaram para a Argentina, contando com os mesmos Pixinguinha, Donga, China, Nelson Alves, José A . de Lima, J.Thomaz, e os novos integrantes Josué Barros ao violão, e J. Ribas ao piano. Em 1923, os Oito Batutas gravaram o samba "Meu passarinho", de sua autoria.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

William Fourneau



William Fourneau
William Fourneau foi um músico brasileiro. Nos anos 40 e 50 foi a maior atração da famosa orquestra de Georges Henry nos primeiros anos de televisão no Brasil. Artista de grande talento, William Fourneau era exímio assoviador e cantava em programas musicais de televisão no início da década de 60. Tornou-se conhecido como "o homem de sete instrumentos", tal a habilidade que demonstrava em suas apresentações. Contratado das Emissoras Unidas, de Paulo Machado de Carvalho, integradas pela TV Record, Rádios Record, Panamericana e São Paulo. William tinha seus discos gravados pela RGE.
William Fourneau tinha um talento musical invulgar: ele era dotado do que os profissionais da música chamam de "ouvido absoluto", tocava piano e reproduzia qualquer coisa ouvida com melodia e harmonia perfeitas sem nunca ter aprendido música. O que mais chamava a atenção de todas as suas habilidades era um assobio virtuosístico; sem falar de outros talentos excepcionais como o de imitador, humorista, bailarino leve (com seus 130 quilos). Depois da morte dos seus pais ele viveu muitos anos com duas tias solteiras que tomavam conta dele como se tivesse sido filho delas.
Quando Georges Henry foi contratado para ir com sua orquestra numa boate de Paris em 1956, ele recusou o convite de acompanhar o maestro alegando não poder abandonar suas tias, seus hábitos e seus amigos brasileiros por sentir instintivamente que não voltaria mais para o Brasil. Tendo ficado no Brasil, ele continuou uma carreira mais modesta, tocando um pouco por prazer, um pouco recebendo pequenas compensações.
Maestro Georges Henry: "Muitas e muitos lembram de William Fourneaut que foi a principal atração de minha orquestra brasileira dos anos 40 e 50. William era um fenômeno musical. Gordo, era leve como uma pluma quando dançava. Cantava e imitava todos os cantores líricos ou populares. Tocava piano sem ter estudado - e como tocava! Assobiava como se seu assobio fosse um instrumento tocado com a virtuosidade e o bom gosto de um verdadeiro musico.
William Fourneau faleceu em São Paulo com menos de 50 anos de idade.

Branco (Maestro)



José Roberto Branco, O Maestro Branco
Nasceu em 10 de abril de 1940
Trompetista, regente, compositor e arranjador “Maestro Branco”, como gosta de ser chamado. Seus arranjos e composições são de tirar o fôlego do ouvinte mais exigente da música instrumental, seja ela popular ou erudita.
Ainda jovem iniciou seus estudos em sua cidade natal, Pederneiras (SP), prosseguindo-os em São José do Rio Preto, onde estudou teoria, solfejo e harmonia. Já em São Paulo aprendeu harmonia modal, composição, improvisação e harmonia do Jazz, com Cláudio Leal e contraponto com o falecido H. J. Koellreutter, compositor, e musicólogo alemão, um dos nomes mais influentes na vida musical no país. Curioso e estudioso, desenvolveu pesquisas sobre a música indígena, as raízes africanas, a música dos jesuítas e a influência européia na música brasileira. Atuou como arranjador e diretor musical do grande cantor Wilson Simonal, na casa de shows “O BECO” e na extinta TV Tupi. Escreveu arranjos e gravou vários discos com os mais diversos intérpretes brasileiros de renome, dentre eles, Jair Rodrigues, com quem excursionou pelos Estados Unidos.
Esteve à frente de orquestras para programas de televisão como o “Festival dos Festivais”, TV Globo; “Festival da Música”, TV Record; e no projeto “Memória Brasileira – Arranjadores”, ao lado de Moacir Santos, Eumir Deodato, Duda do Recife e Cipó, em concertos gravados ao vivo pela RTC Rádio e Televisão Cultura. No exterior, trabalhou no “Cassino Bells”, em Reno, nos EUA.
Criou e hoje dirige a BANDA SAVANA, big band de música instrumental que, genuinamente, divulga nossa música brasileira, com sua singular concepção musical de arranjos, inspirada na riqueza das raízes do Brasil. Com ela gravou dois CDS, o “Brasilian Movements” e “Brasilian Portraits”, lançados pelo selo dinamarquês Libra Music. Atualmente, ainda leciona música no Conservatório de Música e Dança Villa Lobos, em Osasco (SP); é arte-educador em música para crianças, no Projeto Tim, no Auditório Ibirapuera (SP); e atua como arranjador para orquestras e diversos artistas de São Paulo e do Brasil.