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sábado, 16 de agosto de 2014

Roberto Inglez



Roberto Inglez 
Roberto Inglez - na verdade Robert Inglis - nasceu na Escócia em 1913 e aprendeu piano aos 5 anos de idade, aos 15 já possuía o seu próprio conjunto. De origem simples, estudou e chegou a trabalhar como dentista durante o dia e como maestro à noite. Mas o talento musical falou mais alto. Em 1937, estudando regência na Royal Academy of Music em Londres, conhece o maestro Edmundo Ros, membro na época da Don Marino Barreto’s Cuban Orchestra, especializada em música latina. Quando Edmundo Ros deixou Don Marino para formar sua própria orquestra, recrutou Robert, sugerindo o nome artístico Roberto Inglez - já que ele seria o único britânico na formação. Sua estadia ali durou pouco e logo partiu para formar sua orquestra. Com a Segunda Guerra Mundial, a produção artística na Europa é praticamente interrompida e as primeiras gravações profissionais só surgem no final de 1945. No ano seguinte, Roberto Inglez é contratado pelo Hotel Savoy, casa do famoso pianista Carrol Gibbons, e um dos mais sofisticados hotéis de Londres.
Seus discos foram lançados pela Parlophon britânica, pela Coral americana e pelas associadas Odeon na Espanha e no Brasil, e venderam grandes quantidades de 78 rpms e long-playings. Todas as suas gravações trazem a paixão pelos rítmos latinos, especialmente os brasileiros. Em 1952, veio ao Brasil pela primeira vez e liderou uma orquestra de músicos brasileiros com 30 integrantes, em apresentações no Rio de Janeiro [quatro semanas no Hotel Casablanca] e em São Paulo [duas semanas no Hotel Lord]. Diz a lenda que nesta ocasião acompanhou as primeiras apresentações da iniciante Ângela Maria. De volta à Londres, Dalva de Oliveira foi estrela de seu set por duas semanas no Hotel Savoy, encontro que fez nascer 17 registros antológicos lançados no Brasil em LPs da Odeon. Em 1954, casou-se e foi morar no Chile, formando lá a Roberto Inglez y su Orchestra Romanza. Voltou ao Brasil em outras temporadas e para mais gravações na Odeon, se retirando dos meios musicais no início dos anos 60. Faleceu em 1978 na capital Chilena, Santiago.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Bocato



Itacyr Bocato Júnior, O Bocato
Nasceu em São Bernardo do campo em 30-11-1960.
É um trombonista brasileiro.
Começou a tocar em bandas escolares e estudou composição e regência na Universidade Estadual de São Paulo.
A sua carreira como instrumentista se intensificou atuando ao lado de Rita Lee, Ney Matogrosso, Roberto Carlos, Elis Regina, Carlinhos Brown, Itamar Assumpção e Vange Milliet, entre outros.
Em 99, morando na Europa, participou do Festival de Montreaux tocando as músicas de seu CD “Samba de Zamba”. Em 2000 apresentou seu CD “Acid Samba” na Suíça e em 2003 participou do Festival de Moscou, com sua banda e acompanhando Leny Andrade e João Donato.

Celso Murilo



Celso Pereira Levenhagen, O Celso Murilo
09 de março de 1940, Baependi - MG
É um músico brasileiro, compositor e arranjador
Ele aprendeu sozinho a tocar violão e piano. Ele se mudou para o Rio de Janeiro em 1959 e foi contratado pela boate Arpege, onde trabalhou com João Gilberto, Tom Jobim e outros
 

Guimarães



Antonio Guimarães
Pianista muito requisitado nos anos 50 e 60, gravou varios discos, nada no google tambem.
 

Othon Salleiro



Othon Sivaldo Vaz Salleiro 
Nasceu na cidade do RIO DE JANEIRO no início do século passado. Aos dezesseis anos torna-se aluno de Quincas Laranjeiras e sua vocação musical começa a incomodar seus pais, que desejavam vê-lo formado em Medicina. Passa então um período de reclusão no Rio Grande do Sul, fixando-se em Porto Alegre. Neste período produz algumas de suas composições favoritas. Retorna ao Rio de Janeiro e, em 1929, podemos ver sua fotografia na revista “O Violão” de Março, com a seguinte legenda: Othon Sivaldo Vaz Salleiro, risonha esperança da virtuosidade do Violão e alumno do professor Gustavo Ribeiro( nesta foto ele aparece tocando violão na casa Cavaquinho de Ouro). Aos vinte e oito anos ingressa na Faculdade Nacional de Medicina, onde se forma e faz mais tarde especialização em Psiquiatria. Trabalhou como Psiquiatra no Hospital do Engenho de Dentro durante quarenta anos, mas nunca perdeu a proximidade com a música! Conviveu com os grandes chorões como o já citado Quincas Laranjeiras, João Pernambuco, João da Baiana, Pixinguinha e um ilustre visitante:Agustín Barrios. O point era o “Cavaquinho de Ouro”, mas as noitadas podiam se estender para a Lapa. Era a nata da boemia ! Todo mundo enchia a cara e depois bebia leite para rebater...Barrios provavelmente foi quem mais influenciou Salleiro, passando para este a importancia do apuro técnico e o gosto pelo folclore. Reza a lenda que, quando Segóvia por aqui esteve em 1937, ficou impressionado com o virtuosismo de nosso patrício e não se furtou em dar-lhe conselhos . Também Narciso Yepes, outra celebridade, ao vê-lo tocar “Batucada-choro” ficou tão impressionado que passou a incluir esta música de Salleiro em seu repertório. Compositor muito inspirado, teve como parceiros João dos Santos, João Pernambuco e Julinho Ferramenta (célebre chorão da Ilha do Governador). Com estes e Pixinguinha, freqüentava os saraus da casa de Jacob do Bandolim, de quem foi padrinho de casamento. Eram quase vizinhos...Um belo dia, acabaram por se estranhar e a amizade terminou.
 Admirado por muitos violonistas ele foi, nas palavras de Sérgio de Pinna. : “Um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos...”. Nicanor Teixeira não poupa elogios quando diz que ; “O Salleiro para mim era um cara fantástico, que dividia seu tempo entre a música e a psiquiatria”. Tão grande quanto o violonista e o compositor, foi o professor que em trinta e três dias de curso intensivo proporcionou ao então novato Sebastião Tapajós uma desenvoltura técnica que seria admirada em sua vitoriosa carreira e até por Emílio Pujol, que se tornaria mais tarde o seu mestre na Europa.
 O único registro que temos do Salleiro como violonista é o incrível LP “ Violão Brasileiro-Othon Salleiro”, Musidisc-HI-FI 2115. Neste disco ele passeia por vários ritmos através de composições suas e que nos remetem a várias partes do nosso Pais

Baurú



Apostolo Secco, O Baurú 
Mais um dos nossos grandes músicos ingorado pela mídia e nada encontrei sobre ele no Google
Bauru era nascido em 1927. morreu em 28-11-2014. tinha um irmão também músico e arranjador chamado Severino Secco. Indicado por Paulo Moura tocou na orquestra de Dick Farney com quem gravou um album em 1962. em 1965 participou da gravação do album Sabadabada de Erlon Chaves, fez os arranjos do primeiro disco da cantora Claudia em 1967, tocou na Banda Reveillon em 1984.