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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Dom Salvador



Salvador da Silva Filho, O Dom Salvador
São Paulo, 12 de setembro de 1938), é um músico, arranjador e compositor brasileiro.
Sua carreira musical teve início aos 12 anos de idade em Rio Claro/SP, como pianista em uma orquestra.
Tornou-se conhecido em 1961, mesmo ano em que mudou-se para o Rio de Janeiro a convite de Dom Um Romão, onde passou a fazer parte do grupo Copa Trio.
Em 1965, gravou o disco Salvador Trio, como integrante de um grupo com o mesmo nome. Logo depois, formou o grupo Rio 65 Trio, com o qual gravou um LP de mesmo nome.
No ano seguinte, o Rio 65 Trio viajou para a Europa, juntamente com outros músicos como Edu Lobo, Sylvia Telles e Rosinha de Valença, entre outros. Depois de apresentar-se em muitos países, o grupo gravou outro LP, na Alemanha. Ainda em 1966, Dom Salvador foi para os Estados Unidos juntamente com outros músicos, e retornou a esse país na companhia de Elza Soares. Desta vez, fez amizade com vários músicos de jazz, como Thelonious Monk, Charles Lloyd e vários outros.
Retornando ao Brasil tornou-se produtor musical e pesquisador, tendo esta última ocupação motivado viagens para vários outros países.
Em 1970, fez parte do grupo Abolição, juntamente com integrantes dos grupos Cry Babies e Impacto 8, criando assim o embrião do que viria a ser o movimento Black Rio.
Atualmente, Dom Salvador vive em Nova York, onde toca piano em um restaurante. Os discos gravados por ele entre os anos 60 e 70 são, hoje, raridades vendidas a preços altos, quando encontradas.

Wilson das Neves



Wilson das Neves 
Rio de Janeiro - 14 de Junho de 1936
È um baterista, cantor e compositor brasileiro.
Estudou música com Joaquim Naegele e logo depois com Darci Barbosa. Aos 14 anos, através do ritmista Edgar Nunes Rocca, o "Bituca", tocou na Escola Flor do Ritmo, no bairro do Méier. Anos mais tarde, deu começo à sua carreira de baterista na orquestra de Permínio Gonçalves.
Entre 1957 e 1968, Wilson das Neves acompanhou a pianista Carolina Cardoso de Menezes, foi membro do Conjunto de Ubirajara Silva, estreou como músico de estúdio na Copacabana Discos, se integrou em conjuntos como o de Steve Bernard e o de Ed Lincoln. Tocou com o flautista Copinha, com o pianista Eumir Deodato no conjunto "Os Catedráticos", e com Eumir e Durval Ferreira, no grupo "Os Gatos". Fez parte da orquestra de Astor Silva, da orquestra da TV Globo e da orquestra da TV Tupi de São Paulo, liderada pelo maestro Cipó. Além disso, gravou com Elza Soares, o disco "Elza Soares - Baterista:Wilson das Neves" e formou seu conjunto, registrando o LP: "Juventude 2000".
Em 1969 gravou pela Polydor seu segundo disco "Som Quente é o das Neves", e no ano seguinte, o LP "Samba Tropi - Até aí morreu Neves", desta vez pelo selo Elenco/Philips. Estes dois trabalhos tiveram arranjos de Erlon Chaves. Desse período até 1973, acompanhou artistas como Elis Regina, Egberto Gismonti, Wilson Simonal, Elizeth Cardoso, Roberto Carlos, Francis Hime, Taiguara e Sérgio Sampaio.
Em 1975, participou da gravação dos discos "Lugar Comum", do músico João Donato; e "Meu Primeiro Amor", da cantora Nara Leão; no ano seguinte, tocou timbales no clássico "África Brasil", de Jorge Ben.
Tempos depois fez o terceiro disco com o seu conjunto, o LP "O Som Quente é o das Neves". Nesse trabalho, lançado pela gravadora Underground/Copacabana, Wilson das Neves estreou como cantor e compositor. Os arranjos foram feitos por João Donato e pelo tecladista Sérgio Carvalho.
Figura presente no samba, o baterista tocou ao lado de grandes nomes do gênero como João Nogueira, Beth Carvalho, Cartola, Nelson Cavaquinho, Clara Nunes, Roberto Ribeiro, Martinho da Vila e muitos outros. Foi ritmista na escola de samba Império Serrano, onde tocava tamborim1 .
Como compositor, é parceiro de Aldir Blanc, Paulo Cesar Pinheiro, Nei Lopes, Ivor Lancellotti, Claudio Jorge, Marcelo Amorim, Moacyr Luz e Chico Buarque, com quem toca desde 1982.
Gravou em 1996, o disco "O Som Sagrado de Wilson das Neves", lançado pela CID com participações de Paulo César Pinheiro e Chico Buarque, agraciado com o Prêmio Sharp.
Em 2001 participou do CD "O Quintal do Pagodinho", idealizado por Zeca Pagodinho e produzido por Rildo Hora.
Desde 2003 é integrante do combo carioca Orquestra Imperial, sendo cantor e compositor parceiro dos jovens integrantes do grupo.
Em 2004 lançou o CD "Brasão de Orfeu" no Centro Cultural Carioca onde também foi apresentado o curta-metragem "O samba é meu dom", no qual o compositor contou detalhes de sua vida.
Em 2006 atuou no filme Noel - Poeta da Vila, no papel do motorista e cantor "Papagaio".
Em 2011, Das Neves lançou seu terceiro e elogiado CD como cantor e compositor, ‘Pra Gente Fazer Mais um Samba’ no Brasil e Europa. Indicado Melhor Cantor pelo Premio da Música Brasileira 2011 e vencedor como Melhor Álbum de Samba.
 

Djalma Ferreira



Djalma Ferreira 
Rio de Janeiro, 5 de maio de 1913 - Las Vegas, 28 de setembro de 2004
Foi um músico e compositor brasileiro. Djalma aprendeu piano e violino na Itália. Freqüentou as noites boêmias do Rio na companhia de Noel Rosa, e conheceu intimamente a vida de todos os grandes cassinos cariocas. Inaugurou uma boate no Peru e outra na Bolívia, foi o primeiro músico brasileiro a ter uma gravadora - a Drink e, depois de tudo isso, ainda se lançou na grande aventura de recomeçar tudo em Las Vegas.
Carioca do bairro da Saúde, Djalma acompanhou a mudança de seu pai para a Itália, com apenas 12 anos. Benedito Neves Ferreira, seu pai, era oficial da Marinha e um dos responsáveis pela comissão do Governo Brasileiro que acompanhava a construção do submarino Humaitá, o primeiro da frota brasileira a cruzar o Atlântico, por sinal com Benedito a bordo.
O Oficial Benedito não aceitou que o filho estudasse nas escolas italianas, com medo de que o menino, ainda novo, se contaminasse com as idéias fascistas. Preferiu entregá-lo à educação no próprio lar e ao professor de música Rafaelli Romano.
Djalma detestava os estudos teóricos e se confundia entre notas e pautas. Além disso, nunca se adaptou à disciplinas rígidas como a daquele professor. Mas já tocava, de ouvido e, inclusive, para espanto geral de todos que se achavam presentes em um bar italiano, aos 14 anos executou um arranjo em ritmo de samba para a Giovinezza, o hino fascista.
Quando em 1932, aos 18 anos, voltou para o Rio de Janeiro, apaixonou-se pelos sons que Carolina Cardoso de Menezes arrancava do piano e passou a imitá-la. Conseguiu um lugar não remunerado na antiga Rádio Educadora, onde continuou se exercitando por conta própria, apesar dos esforços de seu pai para direcioná-lo a um negócio rentável ao invés da vida artística.
Mas em 1936, já era um profissional da música. Vem dessa época, em especial, dos programas que fazia no rádio, sua amizade com grandes nomes da música brasileira como Noel Rosa, Henrique Batista e Marília Batista.
Djalma andou pela América do Sul, inaugurou a boate Embassy em Lima, ao lado de Josephine Baker. Apresentou-se na boite Casanova, em Santiago, Chile. Comprou a sua própria casa noturna de shows, a Gong, em La Paz. Quando voltou para o Brasil, encontrou um Rio de Janeiro dançante com as boates se multiplicando em Copacabana. Djalma trazia na bagagem sua experiência internacional e muitos planos.
Foi quando fundou o Drink. A partir daí, seguiram-se anos em que tudo dava certo. Os crooners que Djalma lançava ou acompanhava: Ed Lincoln, Helena de Lima, Luís Bandeira, Miltinho, Jair Rodrigues não tardariam a fazer carreira por conta própria embalados pela credencial de se terem apresentado ao seu lado ou mesmo feito parte dos Milionários do Ritmo. Atuou em São Paulo, continuou gravando, um êxito após outro. Sua Boite Drink transformou-o num homem rico.
A vontade de buscar novos desafios e um desentendimento com a fiscalização que tentava impedir o funcionamento de uma de suas casas o fizeram decidir deixar o Brasil. E, claro, buscou a cidade dos cassinos, Las Vegas.
Las Vegas o atraía por inúmeras razões, mas sobretudo, por suas mesas de jogo e pelas oportunidades que oferecia aos músicos. Passados os dois primeiros anos difíceis, Djalma conseguiu se firmar, assinou contratos, tocou com gente importante, tornou-se parceiro de Leonard Feather (My Place, I'm Happy Now, You Can't Go Home Again, Piece of Mine), e compôs músicas que ainda não são conhecidas no Brasil.
Quando, em 1979, esteve no Rio para visitar sua mãe, Djalma deu uma canja no Chico's Bar. E a oportunidade voltou a surgir em 1981, com a inauguração do Un Deux Trois, no Leblon, uma casa que procurava reviver o espírito daquela boate onde se dançava música suave até as 11 da manhã.
O conjunto foi então formado especialmente para acompanhar Djalma e estava afinado com o seu estilo: Neco (guitarra), Maurílio (piston), Tião Marinho (baixo), Ronaldo (ritmo), Luís (bateria), Julie Janeiro (cantora) e Aécio Flávio (piano). Dentro desse reencontro com a noite carioca, outro reencontro: Miltinho foi o crooner deste conjunto, depois de mais de 20 anos sem se apresentar com Djalma, ao lado de quem começou a fazer sucesso.
Faleceu no dia 28 de setembro de 2004, em Las Vegas, aos 91 anos, ao lado dos filhos Djalma, Luiz, Luiza e Izabella e de sua esposa Iza Ferreira, companheira de 60 anos de convivência e autora de letras de algumas de suas músicas.
 

Lanny Gordin



Alexander Gordin, O Lanny
Xangai, China, 28 de novembro de 1951, mais conhecido como Lanny Gordin, é um instrumentista (guitarrista) e compositor brasileiro.
Nascido em Xangai, de pai russo e mãe polonesa, viveu em Israel até o seis anos, quando mudou-se para o Brasil. Seu pai era proprietário da casa noturna paulistana Stardust, onde Lanny se apresentou pela primeira vez ao lado de Wanderléia tocando violão. Por essa boate passaram músicos como Heraldo do Monte e Hermeto Pascoal, sendo que com este ultimo Lanny Gordin montou o Brazilian Octopus, grupo em que também participava o guitarrista Olmir Stocker (Alemão).
Os primeiros trabalhos de Lanny Gordin foram com artistas da Jovem Guarda. Dentre as gravações mais interessantes deste período está a canção "Nem Sim, Nem Não", de Eduardo Araújo, registrada em 1968. Sua guitarra carregada de fuzz era uma novidade para época.
A carreira de Lanny Gordin subiu de patamar quando ele começou a tocar com artistas da Tropicália. Lanny Gordin foi responsável em parte pela sonoridade rockeira e psicodélica do movimento, sendo reconhecido como o mais talentoso guitarrista do Brasil pelo maestro Rogério Duprat[carece de fontes]. Dentre todos os discos que Lanny gravou no período tropicalista, os que mais se destacam são "Gal Costa", "Gal", "LeGal", "Fatal - A Todo Vapor" (todos com Gal Costa), "Caetano Veloso" (o famoso "Álbum Branco" de Cetano), "Gilberto Gil 1969" e "Expresso 2222" (ambos de Gilberto Gil).
É Lanny Gordin quem toca também no primeiro disco de Jards Macalé, no clássico "Carlos, Erasmo" de Erasmo Carlos, na música "Chocolate" de Tim Maia e na "Kabaluêre" de Antonio Carlos & Jocáfi. Além disso, acompanhou artistas como Elis Regina, Tom Zé e Jair Rodrigues.
Do fim da década de 70 até a década de 90, Lanny Gordin viveu praticamente no ostracismo, principalmente devido a comprometimentos com seu distúrbio mental (Lanny desenvolvera, ainda jovem, seu quadro PMD - Psicótico-Maníaco-Depressivo, somando-se a surtos esquizofrênicos). Ainda assim, é possível ouvir sua guitarra em trabalhos com o Aguilar e a Banda Performática, Catatau, Itamar Assumpção, Chico César e Vange Milliet. Pouco antes de completar 50 anos, Lanny passou a frequentar o CRUSP (Conjunto Residencial da USP) e a tocar com artistas iniciantes do local. Aos poucos, foi se apresentado novamente no circuito artístico de São Paulo e reavivando na memória do público sua guitarra incomparável e magnífica. Vale destacar que nesse período de ostracismo e desafios pessoais, Lanny não parou de estudar, chegando a uma média de estudo de 6 a 8 horas por dia com seu instrumento.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Romeu Silva



Romeu Silva
Rio de Janeiro, 11 de fevereiro de 1893 - 1 de maio de 1958
Foi maestro, compositor e saxofonista brasileiro. É considerado um dos pioneiros da divulgação da música popular brasileira no exterior, tanto nos anos 1920, quanto nos anos 30 e 40.
Por volta de 1911, tocou saxofone na orquestra do Rancho Ameno Resedá, do qual foi um dos primeiros integrantes. Na mesma época, atuou na orquestra da Sociedade Dançante Carnavalesca Ninho do Amor, dirigida por Álvaro Sandim. Por volta de 1923 integrou o conjunto de Eduardo Souto, formando em seguida sua própria orquestra. Inicialmente denominada Jazz Band Sul Americana passou pouco depois a chamar-se Jazz Band Sul Americana - Romeu Silva. Como regente da jazz band, apresentou-se em festas, cabarés, na sala de espera do Cinema Palais e outros locais. Contratou para sua orquestra o então iniciante pianista Ary Barroso.
Em 1924, gravou seu primeiro disco com os foxtrotes Cock-tail e Cherry, de autores desconhecidos. Gravou em seguida o foxtrote Alda Garrido, de Freire Júnior, feito em homenagem à conhecida atriz e teve gravado pelo cantor Fernando seu maxixe Fubá, feito sobre motivos populares. Nesse ano, gravou cerca de 17 músicas na Odeon. Em 1925, gravou com sucesso o samba Comidas Meu Santo, de autor desconhecido e que deu nome a uma revista musical de muito sucesso no ano anterior. Ainda nesse ano, gravou a marcha carnavalesca Não Sou Baú e os maxixes Dor de Cabeça e Cabeça de Promessa, de Sinhô, o maxixe Escorregando, de Ernesto Nazareth, o samba Está na Hora, de Caninha, o maxixe Boca Pintada, de Joubert de Carvalho, e o foxtrote Neila e o maxixe De Cartola e Bengalinha, de Freire Júnior, o qual fez parte também de uma revista musical de sucesso naquele ano.
Em janeiro de 1926, seguiu em viagem para Paris, de onde partiu em excursão de sucesso com sua Jazz Band pela Europa, subvencionado pelo governo brasileiro. Foi feito no Teatro Lírico do Rio de Janeiro um grande festival de despedida com a presença de diversos artistas da época. Na orquestra que viajou para a Europa estavam os músicos: Fernando na guitarra, Mário Silva no pistão, Bibi Miranda na bateria, Luís Lopes no sax-baixo e All Pratt no sax-alto. No Teatro Trindade de Lisboa apresentou samba, maxixe, frevo, gêneros tipicamente nacionais, fazendo assim propaganda do Brasil no exterior. Do Teatro Trindade, passaram ao Politeama, em seguida ao Monumental e posteriormente para o Maxim's, conseguindo sempre sucesso junto ao público. Exibiram-se ainda em clubes e até mesmo no palácio presidencial. Em Portugal, apresentaram-se também nas cidades de Figueira da Foz, Porto, Estoril e Coimbra. Seguiram para a Espanha, onde se apresentaram em Madri, Barcelona, Vigo, Bilbao, San Sebastian, alcançando também sucesso de público. O Rei Afonso XII o convidou para a Temporada dos Nobres de Espanha. Em seguida, partiram para Paris, onde se apresentaram no salão do Barão de Rothchild, na Maison Laffite e na Rambouillet. Tocou no baile do Pétit le Blanc, na inauguração das corridas noturnas de Longchamps e na festa anual de Sureté Génerale a convite do então presidente Albert Lebrun, consagrando-se como a grande revelação do evento. A excursão seguiu para cidades francesas e posteriormente foram à Bélgica, Suíça, Alemanha, Inglaterra e Itália. Ainda no exterior, gravou alguns discos com a cantora Josephine Baker, dentre os quais La Petite Tonkinoise. Antes da excursão para a Europa gravou ainda os maxixes Pelo Antigo, de Júlio Casado e Coisas da Moda, de sua autoria. Em 1926, sua marcha carnavalesca Roupa na Corda, foi gravada pelo cantor Fernando. Gravou um total de 62 discos na Odeon. Nesse ano, gravou com sucesso o maxixe Café com Leite, de Freire Júnior, da revista musical de mesmo nome. Na Odeon fez acompanhamento do sua Jazz Band Sul-Americana para discos de Mário Pinheiro, Grupo do Moringa, Grupo do Guarabu e Grupo do Pimentel. Acompanhou também gravações de diferentes discos do cantor Fernando, entre os quais o samba Mão na Roda, de João da Gente.
Em 1932, com a Brazilian Olimpic Band, foi para Los Angeles, acompanhando uma delegação de atletas brasileiros aos jogos olímpicos. Em 1935, voltou ao Brasil, onde passou a atuar no Cassino Atlântico, mantendo-se ali pelo período de dois anos. Trouxe com ele vários músicos estrangeiros para integrar a orquestra, dentre os quais o clarinetista Booker Pittman, o crooner Louis Cole e outros. Em seguida, partiu para Buenos Aires com Carmen Miranda e o Bando da Lua, lá permanecendo durante um ano. De volta ao Brasil, atuou no Cassino da Urca. Em 1939, sua orquestra foi escolhida para representar o Brasil na Feira Mundial de Nova Iorque, e junto com ele partiram Vadico (piano), Zacarias (sax e clarineta), Zé Carioca (violão), entre outros. Em Nova Iorque, apresentou-se em um grande festival de música brasileira que tinha também como participantes o tenor Cândido Botelho e o pianista Artur Rubinstein. O espetáculo recebeu crítica bastante elogiosa do jornal "The New York Times".
Em 1941, passou a se apresentar no Cassino da Urca, onde permaneceu até 1946, quando os cassinos foram fechados. Atuou também nos cassinos de Icaraí e Tênis Clube de Petrópolis. Desfeita a orquestra, empregou-se no funcionalismo público municipal. Em 1959, seu maxixe Fubá foi regravado por Jacob do Bandolim na RCA Victor.
Jazz Band Sul Americano Romeu Silva
 

Arrudinha



Walter Correia Arruda , O Arrudinha
Mais um grande baterista ignorado pela midia, e não encontrei nada na rede ainda...quem sabe com o tempo
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