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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Paulino Sacramento



Paulino Sacramento
Trompetista, compositor e regente nasceu no Rio de Janeiro RJ em 08/12/1880 e faleceu na mesma cidade em 08/03/1926. Foi contemporâneo de Albertino Pimentel, Candinho Trombone, Francisco Braga, no Colégio dos Meninos Desvalidos, em cuja banda tocaram juntos.
Quando o maestro e compositor Francisco Braga então regente da banda obteve uma bolsa de estudos para se especializar em Paris, Paulino foi indicado para substituí-lo.
Em 1896, então com 16 anos de idade, foi candidato a primeiro Mestre da Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, sendo derrotado por Anacleto de Medeiros.
Trompetista de boa técnica, seu tango Pierrô, é considerado um autêntico carro de fogo para os solistas desse instrumento. A partir de 1912, dedicou-se ao teatro de revista. Produziu partituras para revistas, operetas e burletas, sendo a primeira delas, O Rio civiliza-se. Neste mesmo ano, dirigiu a Orquestra do Teatro Rio Branco, sendo o primeiro maestro a reger o músico Pixinguinha, então com 14 anos de idade. Colaborou com alguns famosos libretistas, como Bastos Tigre (O Maxixe), João Foca, Raul Pederneiras, Catulo da Paixão Cearense (O Marroeiro).
Seu tango Vatapá, foi regravado,em 1971, na RCA Victor por Radamés Gnattali (piano), Altamiro Carrilho (flauta), Paulo (bombardino), Dino e Meira (violões) e Canhoto (cavaquinho). O disco foi lançado em 1972 pela Editora Abril, no fascículo 48 "Donga e os primitivos", da série História da Música Popular Brasileira.

Augusto Vasseur



Augusto Teixeira Vasseur
 3/9/1899 Rio de Janeiro, RJ
 8/12/1969 Rio de Janeiro, RJ
Pianista. Violinista. Compositor. Professor.
Nasceu no Rio de Janeiro, mas passou a infância em Porto Alegre (RS). Lá, começou a estudar música aos oito anos, com João Batista Casson. Aos 13 anos, ingressou no conservatório. Logo depois, voltou ao Rio de Janeiro. Estudou no Instituto Nacional de Música, diplomando-se em piano, com medalha de ouro, em 1919. Foi um dos grandes professores de piano atuantes no Rio de Janeiro, a partir de 1920.
Um dos instrumentistas mais requisitados pelas orquestras atuantes desde os anos 1920, no Rio de Janeiro. Foi professor de Sinhô, o Rei do Samba, de quem se tornou grande amigo. Atuou também como compositor, principalmente nas décadas de 1920 e 1930. Compôs sua primeira música, um xote intitulado "Morena", aos 15 anos. Em 1919, passou a trabalhar na orquestra de Cícero de Meneses, que se apresentava no Cine Avenida.
Em 1920, foi convidado pelo maestro Ábdon Milanez para integrar, como violinista, o conjunto de bordo do navio "São Paulo", em que o Rei Alberto da Bélgica veio ao Brasil. O quinteto era formado por ele ao violino, Guálter Adolfo Lutz na viola, Frutuoso Viana ao piano, Newton Pádua no violoncelo e Mário Ronchini no violino. Propôs incorporar ao repertório erudito do grupo, canções populares como sambas, maxixes, tangos, principalmente composições de Sinhô. O rei Alberto e sua esposa apreciaram muito e mostraram-se encantados com as composições do Rei do Samba. Foi por intermédio dele que Sinhô fez chegar às mãos do nobre casal uma pasta com suas composições, com a seguinte dedicatória: "A Suas Altezas Rei Alberto I e Rainha Elizabeth, oferece com admiração e respeito José Barbosa da Silva, Sinhô". Na verdade foi ele que se encarregou de reunir em uma fina pasta de couro, com a dedicatória gravada em ouro, as partituras que o amigo havia entregue, ingenuamente, em capa de papelão ordinário. O grupo acabou recebendo a Palma de Ouro da Coroa, condecoração oferecida pelo Rei da Bélgica. Integrou várias orquestras e conjuntos cariocas como violinista e pianista.
Em 1923, atuou na Brazilian Jazz, organizada pelo baterista J. Tomás, que se apresentava no Cinema Central e em teatros de revista. No mesmo período, atuaou na Jazz-Band Beira Mar Cassino, ao lado de Donga, Sebastião Cirino e Cícero de Meneses, entre outros. Logo depois, foi integrante da Carlito Jazz, orquestra criada pelo baterista Carlito Blassifera, a pedido da proprietária da Companhia Bataclan de Teatro, que se apresentava no Teatro Lírico do Rio de Janeiro. Com a Carlito Jazz, excursionou pelo Brasil e por Paris (França).
Escreveu várias partituras para teatro de revista. Compositor de valsas, sambas, choros, canções e jongos, entre outros gêneros. Em 1928, seu tango canção "Aves sem ninho", foi gravado por Francisco Alves na Odeon. No ano seguinte, teve mais três composições gravadas por Francisco Alves na Odeon: o samba "Dando o valor (Samba do afeto)", a marcha "Carnaval" e o fox trot "Isto é o Brasil", parceria com Freire Jr. Ainda no mesmo ano, Laís Areda gravou, tembém na Odeon, seu choro "Morena brasileira" e Oscar Gonçalves, a canção "Quando bate a Ave-Maria".
Em 1930, compôs com Luiz Peixoto a canção "Meu natal" e com Marques Porto e Luiz Peixoto a toada "Preto e branco", gravadas por Aracy Cortes na Odeon. No mesmo ano, a mesma Aracy Cortes gravou suas canções "Alma da rua", com Luiz Iglesias e "Chamego", com Marques Porto e Luiz Peixoto. Também em 1930, gravou com Aracy Cortes o batuque "No morro (Eh! Eh!), de Ary Barroso e Luiz Iglesias. Participou no mesmo ano tocando violino e Heckel Tavares ao piano da gravação das canções "Pra sinhozinho drumi" e "No Pegi de Oxossi", de Heckel Tavares e Luiz Iglesias, registradas por Francisco Alves. Ainda na mesma época, escreveu com Ary Barroso a partitura e foi o regente da orquestra na revista "Vai dar o que falar", de Marques Porto e Luiz Peixoto encenada no Teatro João Caetano. Em 1931, Patrício Teixeira gravou seu samba "Bateu asas", parceria com André Filho. No mesmo ano, compôs com Luiz Peixoto seu primeiro sucesso, o fox blue "O que foi que eu fiz", lançado no palco por Zaíra Cavalcanti, e gravado por Elisa Coelho na Parlophon. Também no mesmo ano, compôs com Luiz Peixoto a canção "Na malandragem eu nasci" gravada por Sílvio Vieira na Victor. Em 1939, seu samba "E não esqueço de você", em parceira com Ernâni Campos, foi gravado por Francisco Alves na Odeon. No mesmo ano, a toada "Preto e branco" foi regravada como batuque por Almirante e Carmen Miranda na Odeon.
Chegou a ser o primeiro violino da Orquestra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, da qual foi integrante até se aposentar. Ao final da vida, a partir de 1968, visitava com frequência o Museu da Imagem e do Som, de cujo diretor, R. C. Albin, se fez amigo e a quem confidenciou que, dentre todos seus alunos ao piano, o mais cheio de bossa e de ritmo foi Sinhô, o José B. da Silva, a quem considerava um dos expoentes máximos do samba brasileiro.

Roberto Sion



Roberto Sion
 06/10/1946 Santos, SP
Instrumentista (saxofonista, flautista e clarinetista). Arranjador. Compositor Maestro. Professor.
Até os 11 anos de idade, estudou piano com professoras particulares e, em seguida, fez o curso do Conservatório Lavignac, em Santos, onde, além do piano, estudou canto coral, solfejo, teoria musical, harmonia, saxofone e clarineta.
Formou-se em Psicologia pela Unicamp aos 25 anos de idade. Em seguida, decidindo-se profissionalmente pela música, foi para Boston, onde cursou arranjo e improvisação e estudou saxofone com Joseph Viola, Ryo Noda, Lee Konitz e Joe Allard na Berklee School of Music.
Aperfeiçoou sua carreira de compositor e arranjador e de análise e composição com Damiano Cozzella, Olivier Toni, Willy C. Oliveira e H. J. Koellreutter. Seus estudos de flauta foram desenvolvidos com Grace Bush.
Aos 14 anos de idade, apresentou-se na Rádio Cacique, em sua cidade natal, tocando saxofone ao lado do violonista Antonio Rago e seu regional. Integrou, ainda adolescente, grupos de baile e de jazz.
Compôs a trilha sonora para a peça de teatro infantil “O rapto das cebolinhas”, de Maria Clara Machado, encenada em Santos, em 1968, com direção de João Russo.
Em 1971, mudou-se para São Paulo.
Participou, como compositor e instrumentista, da trilha sonora do filme “Mandala”, ao lado de Nelson Ayres, Zé Eduardo Nazário, Zeca Assumpção e Luiz Roberto Oliveira. A trilha foi registrada no LP “Mandala – Trilha sonora do filme”, lançado em 1976, com as faixas “Nadava”, de sua autoria, além de “Alga” e “Estilingue”, ambas de Zeca Assumpção, “Pitha'ta” (Zé Eduardo Nazário), “Matilho” (Luiz Roberto Oliveira) e “El Baión” (Nelson Ayres).

 

Cláudio Roditi



Claudio Roditi
Rio de Janeiro, 28 de maio de 1946
Aos dezoito anos de idade foi finalista do International Jazz Competition, em Viena, e no ano seguinte mudou-se para a Cidade do México onde teve participação ativa junto à cena musical. Na década de 1960, fez parte do Conjunto do lendário Ed Lincoln e no início dos anos setenta partiu para Boston a fim de estudar na Berklee College. Em 1976, Roditi fixou-se em Nova Iorque, onde tocou e gravou com músicos de peso, geralmente ligados ao latim jazz, tais como Herbie Mann, Arturo Sandoval, Charlie Rouse e Paquito D’Rivera.
Foi convidado em 1988 por Dizzy Gillespie para participar da United Nations Orchestra e tocou também com Paquito D´Rivera, grande saxofonista alto e clarinetista cubano. Seu estilo lembra muito seu grande ídolo, Lee Morgan, ao qual dedicou um de seus discos.

Manezinho da Flauta



Manuel Gomes, O Manezinho
 12/4/1924 Rio de Janeiro, RJ
 17/6/1990 Rio de Janeiro, RJ
Seu avô também tocava flauta. Iniciou-se neste instrumento aos cinco anos. Seu pai, que muito o incentivou para o caminho da música, trabalhava na estiva e também tocava flauta. Pelas suas mãos, foi levado algumas vezes a programas de calouros na Rádio Tupi do Rio de Janeiro. Cursou a Escola Quinze de Novembro. Quando seu avô faleceu, deixou-lhe uma flauta francesa Djalma Julliot, com a qual tocou até seus últimos dias. Diplomou-se no Conservatório Musical do Rio de Janeiro em 1952.
Iniciou sua carreira profissional antes dos 15 anos, na Rádio Guanabara. Aos 16 anos, trabalhava na escola Farolito Danças. Em 1952, atuou na Rádio Mauá, do Rio de Janeiro. No início dos anos 1960, fez excursão à Europa com o compositor Humberto Teixeira, numa de suas caravanas, divulgando a música brasileira em vários países europeus copmo Bélgica, França e Inglaterra.
Entre os anos de 1963 e 1964, atuou no Restaurante Zicartola. Em 1967, gravou seu primeiro LP solo, "O melhor dos chorinhos", pela CBS. Em 1968, participou do LP "Gente da antiga", ao lado de Pixinguinha, Clementina de Jesus e João da Baiana, lançado pela Odeon. Em 1969, atuou na gafieira paulista Som de Cristal. No início dos anos 1970, tocou na boate Jogral, em São Paulo e participou do show "Os homens verdes da noite", de Luís Carlos Paraná, fundador daquela casa noturna. Nessa época, radicou-se na capital paulista, onde atuou com o regional do bandolinista Evandro, gravando, ao seu lado, o LP "Brasil, flauta, bandolim e violão", em 1974.

domingo, 27 de julho de 2014

Itiberê



Itiberê Luiz Zwarg
Nascido na capital paulista em 1950, Itiberê foi introduzido na música pelo pai, Antônio Bruno Zwarg, compositor e músico. No final dos anos 60 até início dos 70, participa dos trios "Xangô Três" e "Bossa Jazz Trio". Em 1977 começa um novo e grande ciclo de música ingressando no "Hermeto Pascoal & Grupo", onde se mantém até hoje. A partir de 1982 viaja com "Hermeto Pascoal & Grupo" em turnês anuais pela Europa, América e Japão; participa de workshops e oficinas de Hermeto na França, Alemanha, Suíça, Estados Unidos.
Com Hermeto grava nove discos: "Zabumbebum A"; "Montreaux ao Vivo"; "Cérebro Magnético"; "Hermeto Pascoal & Grupo"; "Lagoa da Canoa"; "Só não Toca Quem Não Quer"; "Brasil Universo"; "Festa dos Deuses" e "Mundo Verde Esperança". Itiberê inicia em 1992 sua carreira de compositor e arranjador. Assina o CD "Variasons", de "Gilson Macedo"; participa do CD "De Onde Vens", da cantora "Ivetty Souza", e do CD "Cordas Cruzadas" do quarteto "Maogani" de violões, entre outros.
Em 1999 cria a "Itiberê Orquestra Família" nos Seminários de Música Pro-Arte. Em 2001 lança o primeiro CD duplo "Pedra do Espia", da "Itiberê Orquestra Família", onde assina como compositor, arranjador e regente.
Em novembro de 2005, lança o segundo CD duplo: "Calendário do Som", com 27 músicas extraídas do livro homônimo de "Hermeto Pascoal". Em 2005, Itiberê foi contemplado com a bolsa Vitae – Compositor. Em 2006 aprova projeto de lançamento do seu segundo CD com a "Itiberê Orquestra Família", fazendo uma turnê por vários estados do Brasil, finalizando em Montevidéu e Buenos Aires. Esse projeto foi o "Programa Natura Musical".
Ganhou também, pela Petrobras, um projeto para a confecção de um Songbook com CD de suas composições feitas nas suas "Oficinas da Música Universal". Na Escola "Maracatu Brasil", no Rio de janeiro, Itiberê realiza a prática da "Música Universal" todas as quintas-feiras, onde através de metodologia própria tem possibilitado desenvolver uma geração de talentos.