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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Hélcio Milito



Hélcio Pascoal Milito
São Paulo, 9 de fevereiro de 1931 — 7 de junho de 2014
Foi um percussionista, baterista e produtor musical brasileiro. É irmão do também músico Osmar Milito.
Começou a carreira profissional em São Paulo, no ano de 1948, tocando percussão no Conjunto Robledo. Tempos depois, fez parte da Orquestra do Maestro Peruzzi, do Sexteto Mario Casali, da Grande Orquestra de Luís César e do trio de Izio Gross. Em 1957, se muda para o Rio de Janeiro e atua como percussionista do Conjunto de Djalma Ferreira. Um ano depois, acompanhou a orquestra de Ary Barroso em viagem pela Venezuela.
No final da década de 1950, se apresentou em shows no começo da Bossa Nova e formou o Conjunto Bossa Nova ao lado dos músicos Roberto Menescal, Luiz Carlos Vinhas, Bebeto Castilho, Luiz Paulo e Bill Horn, com os quais gravou o compacto Bossa é Bossa, lançado pela Odeon em 1959. No mesmo ano, ingressou como percussionista da Orquestra da Rádio Nacional.
Em 1960, executou pela primeira vez a Tamba, instrumento de percussão, durante um show do cantor Sammy Davis Jr., no Teatro Record (SP).
Dois anos mais tarde, se integra ao lendário grupo Tamba Trio, ao lado de Luiz Eça e Otávio Bailly, que seria substituído por Bebeto Castilho. No trio, atuou de 1962 a 1964 em shows e gravações. Em seguida, foi para os Estados Unidos tocar ao lado de João Gilberto, Astrud Gilberto, Stan Getz, Luiz Bonfá, Gil Evans, Don Costa, Tony Bennett, Wes Montgomery, entre outros.
De volta ao Brasil, além de músico, foi produtor musical nas gravadoras CBS, Tapecar e RCA.
Voltou a se reunir com Luiz Eça e Bebeto em 1971, retomando o Tamba Trio. Ficou até 1975 e retornou em 1982, lançando o disco Tamba Trio - 20 Anos de Sucesso pela RCA Victor. Continuou como membro do Tamba Trio, por sete anos.
Estudou música com Henry Miller, Moacir Santos e Ester Scliar. Além disso, participou das trilhas sonoras dos filmes nacionais Cinco Vezes Favela (segmento: A Pedreira de São Diogo, dirigido por Leon Hirszman), Os Cafajestes de Ruy Guerra, e Garrincha, Alegria do Povo de Joaquim Pedro de Andrade.
Ao longo da carreira, acompanhou artistas como Maysa, Carlos Lyra, Nara Leão, Clementina de Jesus, Quarteto em Cy, Nelson Angelo, Joyce, João Bosco, Simone, César Costa Filho, Eumir Deodato, Tom e Dito, Milton Nascimento, Nana Caymmi, entre outros.
 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Mirabeaux



Mirabeaux Pinheiro, O Mirabeaux
Maestro, Arranjador, Guitarrista, Violonista, Tecladista

Copinha



Nicolino Copia, O Copinha
São Paulo, 3 de março de 1910 — Rio de Janeiro, 4 de março de 1984),
Foi um músico compositor, flautista, clarinetista e saxofonista brasileiro que se destacou no Choro.
Gravou seu primeiro disco de 78 rpm com os violonistas Aimoré, Armandinho e o cantor Moreira da Silva. Atuou como músico em rádios, orquestras e teatros, apresentou-se com Pixinguinha.
Nas décadas de 1930 e 1940, foi um dos instrumentistas mais requisitados para acompanhar os grandes nomes da era do rádio como Aracy de Almeida, Carlos Galhardo, Carmen Miranda, Ciro Monteiro, Francisco Alves, Mário Reis, Orlando Silva e Sílvio Caldas.
Em 1949, ingressou na gravadora Continental onde acompanhou gravações de diferentes artistas entre os quais Lúcio Alves, Sílvio Caldas, Ivon Curi, Déo, Dick Farney e Jorge Goulart.
Participou das primeiras gravações de Bossa Nova, quando esta surgiu, tornando-se assíduo participante de discos dos artistas do novo gênero, como João Gilberto e Tom Jobim. Também acompanhou diversos artistas da MPB, tais como Chico Buarque e Paulinho da Viola.

Lauro Paiva



Lauro Paiva
O instrumentista, pianista, organista compositor Lauro Paiva nasceu na cidade de Salvador, Bahia, no dia 13/11/1913. Mudou-se para o Rio de Janeiro em meados da década de 1950.
Começou sua carreira artística dirigindo uma orquestra na Rádio Excelsior da Bahia. Em 1956, gravou pelo selo Repertório o samba Eu fui à Bahia, de Rossini Pacheco, e o samba-choro Lauro Paiva no choro, de sua autoria.
Em 1959, lançou pela Continental o Long Playing – LP.  "Night Club - Lauro Paiva e Seu Conjunto" no qual interpretou músicas de sua autoria como Boogie no samba e Um chorinho dos nossos, ambos com Gaúcho, além de clássicos da música internacional como Carioca, de V. Youmans, G. Kaba e E. Eliscu, Perfume de gardênia, de R. Hernandez, Luar nos rochedos (Midnight on the cliffs), de L. Pennario, Luna de miel en Puerto Rico, de B. Capó, e Blue star, de E. Heyman e V. Young, além dos sucessos da música popular brasileira Quando voltares, de Roberto Roberti e Arlindo Marques Júnior, Ela disse-me assim, de Lupicínio Rodrigues, Você passou, de Alcyr Pires Vermelho e Nazareno de Brito, Dá-me tuas mãos, de Erasmo Silva e Jorge de Castro, e Não tenho lágrimas, de Max Bulhões e Milton de Oliveira.
Em 1960, lançou dois discos LPs, um pela gravadora Continental e outro pela gravadora Copacabana. No LP "Night Club Nº 2 - Lauro Paiva e Seu Conjunto", da Continental, registrou o Mambo swing, de sua autoria e Gaúcho, Só Deus, de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, Águas paradas, de Israel Paixão, Esse seu olhar, de Tom Jobim, Menina moça, de Luis Antônio, Bronzes e cristais, de Alcyr Pires Vermelho e Nazareno de Brito, Vivem em paz, de Dalton Vogeler, e Favela amarela, de Oldemar Magalhães e Jota Júnior, entre outras.
Já no LP "Gafieira em bossa nova - Lauro Paiva e Seu Ritmo", da Copacabana, que marcou sua estréia nessa gravadora registrou doze clássicos da música popular brasileira orquestrado, segundo os ditames da bossa nova então em pleno cartaz. Foram eles: Gavião calçudo, de Pixinguinha, Na Pavuna, de Almirante e Candoca da Anunciação, Dorinha meu amor, de José Francisco de Freitas, Fita amarela, de Noel Rosa, Jura e Gosto que me enrosco, de J. B. da Silva (Sinhô), Olhos verdes, de Vicente Paiva, Rosa morena e Lá vem a baiana de Dorival Caymmi, Se você jurar, de Ismael Silva, Nilton Bastos e Francisco Alves, e André de sapato novo, de André Victor Correia.
 

Mário Gennari Filho



Mário Gennari Filho
 7/7/1929 São Paulo, SP
 6/1989 São Paulo, SP
Compositor. Multiinstrumentista (acordeom, violão, piano, solovox, guitarra havaiana). Professor. Junto com a também acordeonista Rosani M. de Barros, teve um conservatório para o ensino do acordeom em São Paulo, que formou vários instrumentistas.
Destacou-se como acordeonista, principalmente nas décadas de 1940 e 1950. Sua estréia se deu quando tinha apenas oito anos, na Rádio Bandeirantes de São Paulo, no Programa de Capitão Barduíno. Aos 14 anos gravou o primeiro disco pela Columbia, em dupla de acordeom com Ângelo Reale interpretando ao acordeom a rancheira "Sempre alegre" e o maxixe "Rã na frigideira", ambos de autoria de Ângelo Reale. No ano seguinte, gravou seus primeiros discos solos com um choro "Tutti-frutti" e uma polca, "Deliciosa", de sua autoria. Em 1945, gravou a valsa "Viajando pela Itália", de Valenti e "Valsa da meia-noite", de domínio público, pela Continental. Gravou mais de 35 discos em 78 rpm (Colúmbia, Continental, Odeon). Em 1948 gravou de sua autoria a rancheira "Sorocabana" e a polca "Saci Pererê". Em 1950 gravou na Odeon o baião "Casinha pequenina", de domínio público, com arranjos seus e que se tornou um de seus maiores sucessos. No mesmo ano gravou o choro "Brasileirinho" de Valdir Azevedo. Em 1951 gravou o fox "Terceiro homem", de Anton Karas, com a participação de Garoto na guitarra havaiana e "Maringá", de Joubert de Carvalho, em ritmo de baião. No mesmo ano gravou outro de seus grandes sucessos, "Chuá-chuá", de Sá Pereira e Ari Pavão. Em 1952 gravou "Taí", de Joubert de Carvalho em ritmo de baião, e o baião "A cuíca tá roncando", de Raul Torres. No mesmo ano, obteve um de seus maiores sucessos com "Baião caçula", regravado mais quatro vezes no mesmo período. Em 1953 gravou de Francisco Alves, David Nasser e Felisberto Martins o baião "Quando eu era pequenino" e de Joubert de Carvalho o bolero "Que bom que estava". Em 1955 gravou com sucesso de sua autoria o bolero "Teu nome tem cinco letras". Trabalhou na Rádio Bandeirantes, depois integrou o elenco da Rádio Tupi paulista, onde ficou por 12 anos. Com o advento da televisão, passou a atuar em vários programas paulistas. Em 1957 gravou de sua autoria o maxixe "Namoro sertanejo" e o baião "A saudade já chegou". Em 1958 compôs com Celeste Novais o rock balada "Perdoa-me", gravado por Tony Campelo e o calipso "Belo rapaz", gravado por Celi Campelo, em disco que lançou os irmãos Campelo. Em 1959 gravou com seu conjunto na Odeon o samba "Canta Brasil", de David Nasser e Alcir Pires Vermelho e "Brigas, nunca mais", da dupla Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Morais. Fez várias excursões por todo o Brasil. Recebeu várias vezes o Prêmio Roquette Pinto de melhor instrumentista.

Tânia Maria



Tânia Maria 
09 maio de 1948
É uma artista brasileiro, cantor, compositor, bandleader e pianista
Nascida em São Luís, Maranhão, norte do Brasil, ela tem uma licenciatura em Direito, e casou-se cedo e teve filhos. Tania Maria começou a tocar piano aos 7 anos de idade, tornou-se uma líder com a idade de 13, quando sua banda de músicos profissionais, organizados por seu pai, ganhou o primeiro prêmio em um concurso de música local e passou a tocar para casa de danças, em clubes e no rádio. Seu pai, um metalúrgico e um guitarrista talentoso e cantor, a incentivou a estudar piano para que ela pudesse tocar em suas jam sessions de fim de semana, onde ela absorveu primeiro os ritmos e melodias de samba, jazz, música pop e chorinho brasileiro.