POR AQUI DESFILARÃO VERDADEIROS GENIOS DA MÚSICA INSTRUMENTAL DO BRASIL DE TODOS OS TEMPOS , ATRAVÉS DESTE BLOG VOCES CONHECERÃO GRANDES INSTRUMENTISTAS, SOLISTAS, IMPROVISADORES, COMPOSITORES, ARRANJADORES, HARMONIZADORES, AQUELES QUE HÁ UM SÉCULO E QUE COM SEUS INSTRUMENTOS FIZERAM O BRASIL DANÇAR, SORRIR, CHORAR, PULAR AO SOM DAS MAIS BELAS INTERPRETAÇÕES. BEM, AGORA É SÓ NO PLAY E VIVA O MUSICO BRASILEIRO
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quarta-feira, 16 de abril de 2014
Zé Maria
José Maria de Andrade Ferreira, O Zé Maria
Nada na internet sobre este grande pianista e organista, teve varios lps gravados em meados dos anos 50 e anos 60, talvez com o tempo conseguiremos mais informações
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Waldir Calmon
Waldir Calmon Gomes
Rio Novo, 30 de janeiro de 1919 — Rio de Janeiro, 11 de abril de 1982
Foi um pianista e compositor brasileiro de grande sucesso nos anos 50
Gravou dezenas de discos - entre eles, a famosa série Feito Para Dançar e a música tema do extinto Canal 100, Na Cadência do Samba (Que Bonito É). Também gravou com Ângela Maria o disco "Quando os Astros se Encontram", em 1958. Neste LP, encontra-se o maior sucesso da sapoti: Babalu.
Criou um estilo imitado por muitos pianistas que o sucederam. No ano de 1941 já como Waldir Calmon fez sua primeira gravação acompanhando Ataulfo Alves em “Leva Meu Samba”.
Depois de formar o grupo Gentleman da Melodia e circulou por teatros e cassinos do Rio e São Paulo. Foi nessa época que começou a tocar o primeiro solovox (pequeno teclado incorporado ao piano, precursor dos sintetizadores) trazido para o Brasil, popularizando o instrumento. Na década de 50 gravou varios discos "Ritmos Melódicos" (no selo Discos Rádio), "Para Ouvir Amando", "Chá Dançante" e "Feito para Dançar" (Copacabana). Foi o pioneiro a gravar sucessos dançantes em faixas únicas, ininterruptas, adequados a animar festas, eternizando nos acetatos o som que produzia nas boates de então.
Em 1955 abriu sua própria casa noturna, a popular Arpège, no Leme (RJ), que funcionaria até 1967 - onde atuaram João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, além de Chico Buarque, que fez um de seus primeiros shows, em 1966, ao lado de Odete Lara e MPB-4.
Seu conjunto era formado nessa época por Paulo Nunes (guitarra), Milton Banana (bateria), Eddie Mandarino e Rubens Bassini (percussão), Gagliardi (contrabaixo) e o próprio Calmon, ao piano e solovox.
Osmar Milani
Osmar Milani
Filho do também maestro João Milani, nasceu em Cedral-SP, em 1920 e faleceu em S.Paulo em 2003. Trombonista, arranjador, maestro-band-leader e compositor. Chegou em S.Paulo em 1943, tocou no Cassino Guarujá, Rádio Record, Tupi-c/ Georgen Henry, Radio Nacional e SBT
Fundou a Orquestra de baile Osmar Milani em 1950
Foi o maestro de confiança de Silvio Santos por 30 anos
Sob a batuta do regente, com uma orquestra 21 músicos já se apresentaram no Uruguai, Argentina, Chile e México.
Milani também estreou o famoso Qual é a Música? Ele lembra da performance do campeão Ronnie Von, que liderou o ranking do programa por semanas. "Ele era danado. Devia estudar em casa porque escutava uma nota e já acertava a música", diverte-se ele, que levou três prêmios Roquete Pinto, entre outros, como melhor maestro-arranjador.
Dom Salvador
Salvador da Silva Filho, O Dom Salvador
São Paulo, 12 de setembro de 1938), é um músico, arranjador e compositor brasileiro.
Sua carreira musical teve início aos 12 anos de idade em Rio Claro/SP, como pianista em uma orquestra.
Tornou-se conhecido em 1961, mesmo ano em que mudou-se para o Rio de Janeiro a convite de Dom Um Romão, onde passou a fazer parte do grupo Copa Trio.
Em 1965, gravou o disco Salvador Trio, como integrante de um grupo com o mesmo nome. Logo depois, formou o grupo Rio 65 Trio, com o qual gravou um LP de mesmo nome.
No ano seguinte, o Rio 65 Trio viajou para a Europa, juntamente com outros músicos como Edu Lobo, Sylvia Telles e Rosinha de Valença, entre outros. Depois de apresentar-se em muitos países, o grupo gravou outro LP, na Alemanha. Ainda em 1966, Dom Salvador foi para os Estados Unidos juntamente com outros músicos, e retornou a esse país na companhia de Elza Soares. Desta vez, fez amizade com vários músicos de jazz, como Thelonious Monk, Charles Lloyd e vários outros.
Retornando ao Brasil tornou-se produtor musical e pesquisador, tendo esta última ocupação motivado viagens para vários outros países.
Em 1970, fez parte do grupo Abolição, juntamente com integrantes dos grupos Cry Babies e Impacto 8, criando assim o embrião do que viria a ser o movimento Black Rio.
Atualmente, Dom Salvador vive em Nova York, onde toca piano em um restaurante. Os discos gravados por ele entre os anos 60 e 70 são, hoje, raridades vendidas a preços altos, quando encontradas.
Wilson das Neves
Wilson das Neves
Rio de Janeiro - 14 de Junho de 1936
È um baterista, cantor e compositor brasileiro.
Estudou música com Joaquim Naegele e logo depois com Darci Barbosa. Aos 14 anos, através do ritmista Edgar Nunes Rocca, o "Bituca", tocou na Escola Flor do Ritmo, no bairro do Méier. Anos mais tarde, deu começo à sua carreira de baterista na orquestra de Permínio Gonçalves.
Entre 1957 e 1968, Wilson das Neves acompanhou a pianista Carolina Cardoso de Menezes, foi membro do Conjunto de Ubirajara Silva, estreou como músico de estúdio na Copacabana Discos, se integrou em conjuntos como o de Steve Bernard e o de Ed Lincoln. Tocou com o flautista Copinha, com o pianista Eumir Deodato no conjunto "Os Catedráticos", e com Eumir e Durval Ferreira, no grupo "Os Gatos". Fez parte da orquestra de Astor Silva, da orquestra da TV Globo e da orquestra da TV Tupi de São Paulo, liderada pelo maestro Cipó. Além disso, gravou com Elza Soares, o disco "Elza Soares - Baterista:Wilson das Neves" e formou seu conjunto, registrando o LP: "Juventude 2000".
Em 1969 gravou pela Polydor seu segundo disco "Som Quente é o das Neves", e no ano seguinte, o LP "Samba Tropi - Até aí morreu Neves", desta vez pelo selo Elenco/Philips. Estes dois trabalhos tiveram arranjos de Erlon Chaves. Desse período até 1973, acompanhou artistas como Elis Regina, Egberto Gismonti, Wilson Simonal, Elizeth Cardoso, Roberto Carlos, Francis Hime, Taiguara e Sérgio Sampaio.
Em 1975, participou da gravação dos discos "Lugar Comum", do músico João Donato; e "Meu Primeiro Amor", da cantora Nara Leão; no ano seguinte, tocou timbales no clássico "África Brasil", de Jorge Ben.
Tempos depois fez o terceiro disco com o seu conjunto, o LP "O Som Quente é o das Neves". Nesse trabalho, lançado pela gravadora Underground/Copacabana, Wilson das Neves estreou como cantor e compositor. Os arranjos foram feitos por João Donato e pelo tecladista Sérgio Carvalho.
Figura presente no samba, o baterista tocou ao lado de grandes nomes do gênero como João Nogueira, Beth Carvalho, Cartola, Nelson Cavaquinho, Clara Nunes, Roberto Ribeiro, Martinho da Vila e muitos outros. Foi ritmista na escola de samba Império Serrano, onde tocava tamborim1 .
Como compositor, é parceiro de Aldir Blanc, Paulo Cesar Pinheiro, Nei Lopes, Ivor Lancellotti, Claudio Jorge, Marcelo Amorim, Moacyr Luz e Chico Buarque, com quem toca desde 1982.
Gravou em 1996, o disco "O Som Sagrado de Wilson das Neves", lançado pela CID com participações de Paulo César Pinheiro e Chico Buarque, agraciado com o Prêmio Sharp.
Em 2001 participou do CD "O Quintal do Pagodinho", idealizado por Zeca Pagodinho e produzido por Rildo Hora.
Desde 2003 é integrante do combo carioca Orquestra Imperial, sendo cantor e compositor parceiro dos jovens integrantes do grupo.
Em 2004 lançou o CD "Brasão de Orfeu" no Centro Cultural Carioca onde também foi apresentado o curta-metragem "O samba é meu dom", no qual o compositor contou detalhes de sua vida.
Em 2006 atuou no filme Noel - Poeta da Vila, no papel do motorista e cantor "Papagaio".
Em 2011, Das Neves lançou seu terceiro e elogiado CD como cantor e compositor, ‘Pra Gente Fazer Mais um Samba’ no Brasil e Europa. Indicado Melhor Cantor pelo Premio da Música Brasileira 2011 e vencedor como Melhor Álbum de Samba.
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