POR AQUI DESFILARÃO VERDADEIROS GENIOS DA MÚSICA INSTRUMENTAL DO BRASIL DE TODOS OS TEMPOS , ATRAVÉS DESTE BLOG VOCES CONHECERÃO GRANDES INSTRUMENTISTAS, SOLISTAS, IMPROVISADORES, COMPOSITORES, ARRANJADORES, HARMONIZADORES, AQUELES QUE HÁ UM SÉCULO E QUE COM SEUS INSTRUMENTOS FIZERAM O BRASIL DANÇAR, SORRIR, CHORAR, PULAR AO SOM DAS MAIS BELAS INTERPRETAÇÕES. BEM, AGORA É SÓ NO PLAY E VIVA O MUSICO BRASILEIRO
Slide
Pesquisar
sábado, 1 de março de 2014
Ed Maciel
Edmundo Maciel Palmeira, O Ed Maciel
21/1/1927 Belo Horizonte, MG
4/8/2011 Rio de Janeiro, RJ
Instrumentista (trombonista). Arranjador. Compositor. Maestro.
Filho de músico. Irmão do também trombonista Edson Maciel.
A partir de 1940, fixou residência no Rio de Janeiro.
Foi primeiro trombonista da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Atuou também músico de orquestras populares, no Rádio e depois na Televisão. Integrou grupos liderados por Ary Barroso (de cuja orquestra foi regente e arranjador) e Carlos Machado, e excursionou algumas vezes pelas Américas.
No final de década de 1950, liderou, ao lado de Edmundo Maciel (trombone), Julio Barbosa (piston), Moacir Marques da Silva, o Biju (sax tenor), Paulinho Magalhães (bateria), Paulo Moura (clarinete e sax alto), Chaim Lewak (piano) e Aderbal Moreira (sax baritono), seu primeiro grupo, Carioca Serenaders, com o qual lançou, em 1957, o LP “Na Cadência do Samba – Maciel e Seus Cariocas Serenardes”. Também na década de 1950, gravou em discos antológicos, como “Canção do amor demais” (Elizeth Cardoso, 1958), “Chega de saudade” (João Gilberto, 1959).
Fez parte do grupo Os Cobras, liderado por Moacyr Silva e Waltel Branco, com o qual lançou, em 1960, o LP “Os Cobras”. Ainda na década de 1960, formou, juntamente com Cipó (sax tenor), K-Ximbinho (sax alto), Gennaldo (sax barítono), Julio Barbosa (trompete), José Marinho (piano), Papão (bateria) e Vidal (baixo), o Conjunto 7 de Ouros, com o qual lançou os LP s“ 7 de Ouros” (1962) e “Impacto!” (1964). Ainda nos anos 1960, fez parte, ao lado de Durval Ferreira (violão e guitarra), Eumir Deodato (piano e arranjos), Sérgio Barrozo (contrabaixo), Honorato (trombone), J. T. Meirelles (saxofone tenor), Maurício Einhorn (gaita), Maurílio Santos (trompete), Neco (guitarra), Paulo Moura (saxofone alto), Copinha (flauta) e Wilson das Neves (bateria), do grupo de sambajazz Os Gatos, com o qual lançou, em 1964, o LP “Os Gatos”. Também em 1964, participou da gravação do antológico LP “Coisas”, de Moacir Santos.
Liderou sua própria orquestra, com a qual gravou 11 LPs, entre 1966 e 1978: “Na onda - Ed Maciel e Sua Orquestra” (1966), “Na onda vol. 2 - Ed Maciel e Sua Orquestra” (1966), “Na onda vol. 3 - Ed Maciel e Sua Orquestra” (1967), “Ed Maciel e Sua Orquestra vol. 4” (1967), “Ed Maciel e Sua Orquestra vol. 5” (1968), “Ed Maciel e Sua Orquestra vol. 6” (1969), “Ed Maciel e Sua Orquestra vol. 7” (1970), “Ed Maciel e Sua Orquestra vol. 8” (1971), “Esta é a jogada – Ed Maciel” (1973), “Superestereo - Orquestra Ed Maciel” (1974) e “Fervendo - Orquestra Ed Maciel” (1978).
Ao longo de sua trajetória, atuou como músico de estúdio com inúmeros artistas, entre os quais Edu Lobo, Chico Buarque, Francis Hime, João Gilberto, Elizeth Cardoso, Marcos Valle, Miucha, Wilson Simonal, Ney Matogrosso, Maria Bethânia, Gal Costa, Milton Nascimento e Luiz Gonzaga Júnior. Embora seu instrumento principal tenha sido sempre o trombone de vara, chegou a tocar tuba, instrumento com o qual gravou no LP “Corações futuristas” (Egberto Gismonti, 1976).
Formiga
José Luís Pinto, O Formiga
4/10/1932 Nova Friburgo, RJ
Instrumentista. (Pistonista e trompetista). Iniciou seus estudos musicais em sua cidade natal de Nova Friburgo com o maestro Joaquim Naegele. No começo da década de 1950, transferiu-se para o Rio de Janeiro onde estudou com o professor Arthur Pades Y Terry. Graduou-se em harmonia, trompete e contraponto no Conservatório Nacional.
Atuou na Orquestra Marajoara do Maestro Peruzzi na Rádio Mayrink Veiga. Passou depois a integrar a orquestra de Ary Barroso com a qual excursionou à América Central e à América do Sul em 1958. Lançou pela Polydor o LP "Formiga in love".
Duda (José Ursicino)
José Ursicino da Silva, O Duda
O Maestro Duda, nasceu em 23/12/1935, em Goiana, Pernambuco.
Em 1950, aos 15 anos de idade, começou a integrar a Jazz Band Acadêmica e a Orquestra Paraguari.
No mesmo período atuou na Rádio Jornal do Comércio do Recife.
Em 1953, foi classificado em segundo lugar no Festival de Música Carnavalesca promovido pela Câmara Municipal do Recife, com o maracatu "Homenagem à Princesa Isabel".
Neste período, já era regente e arranjador da Orquestra Paraguari.
Ainda em 1953, assumiu o departamento de música da TV Jornal do Comércio.
Em 1960, realizou cursos de regência e de música sacra na Escola de Artes da Universidade Federal de Pernambuco.
Em 1961, musicou a peça "Um americano no Recife", dirigida por Graça Melo.
Musicou, também, trabalhos dirigidos por Lúcio Mauro e Wilson Valença.
Em 1962, começou a integrar a Orquestra Sinfônica do Recife, executando oboé e corne-inglês.
Em 1963, criou uma orquestra de bailes.
Em 1967, assinou contrato com a TV Bandeirantes de São Paulo.
Em 1970, voltou para o Recife, tornando a integrar a Orquestra Sinfônica e passando a atuar como professor-arranjador do Conservatório Pernambucano de Música.
Em 1971, obteve o primeiro lugar no Festival do Frevo promovido pela Rede Tupi com o frevo de rua "Quinho". No mesmo ano, organizou uma orquestra para bailes carnavalescos, que recebeu por diversos anos o prêmio de melhor orquestra do ano.
Em 1975, gravou disco em homenagem ao Jornal Diário Pernambucano pela gravadora Rozemblit.
Teve frevos gravados pela Orquestra de Severino Araújo, assim como sambas gravados, entre outros, por Jamelão.
Em 1980, foi escolhido como arranjador do Festival MPB-Shell promovido pela Rede Globo.
Em 1982, sua composição "Suíte nordestina" foi escolhida para abrir as festividades da Semana da Pátria, sendo transmitida pela TVE para todo o Brasil.
Em 1985, sua orquestra representou o Brasil na Feira das Nações em Miami, na Flórida (Estados Unidos).
Em 1988, executou a obra "Música para metais número 2", com a participação do trompetista americano da Orquestra Sinfônica de Boston, Charles Schlueter, em comemoração aos 138 anos do Teatro Santa Isabel, em Recife.
Teve músicas gravadas no exterior, estando presente em mais de 100 discos.
Foi eleito por diversas vezes o melhor arranjador do Nordeste.
É regente-arranjador e instrumentista da Orquestra Paraibana de Música Popular.
Sua mais famosa obra é a peça sinfônica "Fantasia carnavalesca", gravada pela Orquestra Sinfônica do Recife e Coral Ernani Braga.
Vem alcançando destaque internacional com a direção musical da ópera "Catirina", baseada em autos populares do bumba-meu-boi maranhense.
Foi escolhido pelo Projeto Memória Brasileira, da Secretaria de Cultura de São Paulo, como um dos 12 melhores arranjadores do século.
Em 1997 o Projeto Memória Brasileira lançou o CD "Arranjadores", com seu arranjo para "Bachianas nº5", de Heitor Villa-Lobos, tocado pela Banda Savana, homenageando-o ao lado de outros grandes arranjadores brasileiros como Maestro Cipó, Moacir Santos, Cyro Pereira, José Roberto Branco e Nelson Ayres.
Em 2007, teve o frevo "Nino, o pernambuquinho" relançado pela Spok Frevo Orquestra no CD "Passo de anjo ao vivo" gravado ao vivo no Teatro Santa Isabel, na cidade de Recife.
Paschoal Mellilo
Paschoal Mellilo
Paschoal Melillo (1912 - 1982) foi instrumentista (pianista, acordeonista e saxofonista), líder de orquestra, arranjador e compositor
Nasceu em 14 de abril de 1912 em Itararé-SP, Brasil. Filho do maestro italiano José Melillo e de D. Maria Bote Melillo. Começou a estudar no curso primário da cidade, onde também fazia parte dos escoteiros. Deu sequência a seus estudos no Paraná, em regime de internato. Após terminar o ginásio, cursou regência e composição na Academia de Musica do Paraná.
Foi casado com Lady Melillo e com ela teve uma filha, Maria de Lourdes.
Iniciou a carreira artística em São Paulo no final da década de 1920. Nas décadas de 1930 atuou com seu conjunto no Cassino do Parque Balneário Hotel de Santos, com destaque para a Lady-crooner Wanda Aranuy.
Além das atuações como solista, atuou em conjuntos musicais e orquestras com quatro formações diferentes: “Paschoal Melilo e Sua Orquestra”; “Pascoal Melilo e Seu Conjunto”; “Paschoal Melilo Trio” e “Paschoal Melilo e Seus Guitarristas”.
Em 1952, foi contratado pela gravadora Copacabana, lançando seus primieros discos. Gravou “Gigolette”, de Franz Lehar, em que tocava acordeom acompanhado por seus guitarristas, fazendo arranjos de baião. Gravou também as valsas "Só pelo amor vale a vida", de Zequinha de Abreu e Gabriel Migliori, e "Amando sobre o mar", de Zequinha de Abreu e Marques Jr, e os baiões de sua autoria "Cuco", "Tristonho", "Surpresa", "Ciganinha" e "Gracioso".
Em 1953, grava o maxixe "400 anos", também de sua autoria, em uma homenagem aos 400 anos da cidade de São Paulo, que seriam comemorados no ano seguinte.
Sem duvida seu maior sucesso como compositor foi o baião "Cuco", um dos destaques musicais do ano de 1953, hoje já gravado por diferentes intérpretes. Sua carreira como artista se desenvolveu principalmente em São Paulo. Paschoal Melilo é considerado um dos primeiros intérpretes do baião do Estado.
Faleceu na cidade de São Paulo em 1982.
Mozart Bicalho
Mozart Bicalho
Santa Bárbara, 1902 — Minas Gerais, 11 de janeiro de 1986)
Violonista. Compositor. Poeta. Solista de violão nascido em Minas Gerais e que viveu durante algum tempo no Rio de Janeiro. Nascido na cidade de Santa Bárbara, distrito de Bom Jesus do Amparo, foi o autor do hino da cidade de Dom Joaquim compondo letra e música. Em 2001, foi inaugurado na cidade de Dom Joaquim um monumento em sua homenagem. Embora menos conhecido pelo grande público, é considerado por muitos críticos como um dos principais violonistas brasileiros.
Convidado pelo então diretor artístico da Odeon Eduardo Souto, foi contratado pela gravadora e fez sua estréia em discos em agosto de 1929 interpretando ao violão a valsa "Alma de artista" e o cateretê "Tuim, tuim", ambas de sua autoria, contando com acompanhamento de Henrique Vogeler ao piano. Por essa época, tornou-se o primeiro violonista a tocar numa emissora de rádio interpretando a valsa "Gotas de lágrimas". Dois meses despois, gravou mais duas obras de sua autoria: a valsa "Divagações" e o choro "Currupacos, papacos". Pela mesma época, registrou duas "cenas de roça", conforme o selo do disco, também de sua autoria: Usca moleque" e "Festa de Itambé". Nesse disco, aparece cantando, falando e tocando violão. Foi companheiro de Catulo da Paixão Cearense na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, do Professor Roquete Pinto, onde o poeta tinha um programa juntamente com João Pernambuco. Em 1930, gravou ao violão a quadrilha "Dança das pulgas" e a valsa "Reminiscências de Santa Alda", de sua autoria. No mesmo ano, gravou de sua autoria, o paso-doble "Odeon" e a valsa "Gotas de lágrimas". Esta última por sinal tornou-se um grande sucesso na época vendendo cerca de 3 mil cópias, número bastante expressivo naquele tempo quando, por exemplo, uma cidade como Belo Horizonte não tinha mais de 200 gramofones. Essa valsa inclusive incorporou-se ao repertório violonístico brasileiro como um de seus clássicos. Em 1931, gravou dois desafios com Ferreira da Silva: "Toada bonita de Marambá", de Ferreira da Silva, e "Cidade, cidadão", de sua autoria. No mesmo ano, lançou em interpretação ao violão o choro "Peba" e a valsa "Meditação", de sua autoria. Ainda em 1931, gravou pela Victor o choro onomatopaico "Piau, piau" e a valsa "Evocação", de sua autoria, disco no qual foi acompanhado ao violão por Rogério Guimarães. Foi diretor artístico da Rádio Vera Cruz, época na qual chegou a musicar alguns poemas de Catulo da Paixão Cearense como "Morena do meu sertão". Foi frequentador assíduo da loja de instrumentos "Ao bandolim de ouro" onde costumava encontrar-se com outros violonistas como Quincas Laranjeira, Oswaldo Soares e Rogério Guimarães. Para se ter uma idéia da popularidade da valsa "Gotas de lágrimas", o violonista Dilermando Reis em 1935 foi contratado pelo radialista Renato Murce para atuar na Rádio Transmissora com um programa exclusivo quando foi visto por ele tocar na Rádio Guanabara em intervalos de programas nos quais acompanhava calouros solando esta valsa. Depois de alguns anos sem fazer gravações, retornou aos discos em 1940 quando lançou pela Odeon a valsa "Coração de mãe" e o "Choro sete", de sua autoria. Em 1963, a valsa "Gotas de lágrimas" foi editada pela primeira vez pela editora Cembra Ltda, da cidade de São Paulo. No mesmo ano, foi gravada por Dilermando Reis ao violão em gravação Continental. Muito apreciada por estudiosos de música a valsa "Gotas de lágrimas" recebeu a seguinte apreciação do professor mineiro José Lucena, que foi um dos introdutores da cadeira de violão na UFMG : "Gotas de lágrimas" forma com "Abismo de rosas" e "Sons de carrilhões" uma tríade exemplar de músicas populares que, durante anos, atraíram e sensibilizaram os ouvintes a ponto de tornar muitos deles cativos para sempre do instrumento". Já para o violonista Genésio Nogueira, autor da biografia de Dilermando Reis, a valsa "Gotas de lágrimas" possui muitas dificuldades técnicas o que fez com que ela fosse considerada como uma "música de desafio", e ainda, "Quem tocasse essa valsa era considerado um bom violonista". Em 1995, a valsa "Gotas de lágrimas" foi relançada no CD "O melhor de Dilermando Reis", com interpretações do violonista Dilermando Reis lançado pela Phonodisc/Warner Music. Em 2002, a valsa "Gotas de lágrimas" foi reeditada na Itália pelo violonista Marcos Vinicius, e passou a fazer parte da "Marcos Vinicius Guitar Collection" uma coleção específica de músicas para violão que foi criada pela Carrara Editions, de Bergamo, uma das mais antigas editoras musicais italianas. Em 2003, obras de sua autoria foram interpretadas pelos violonistas Fernanda Pereira e Stefan Schmitz em concerto realizado no Museu do Ingá, em Niterói, RJ
Cipó
Orlando Silva de Oliveira Costa, O Cipó
arranjador, compositor, saxofonista e líder de orquestra
Itapira, SP - 24/11/1922
Rio de Janeiro, RJ - 03/11/1992.
Começou a carreira artística em sua cidade natal, atuando em conjuntos de amadores. Em 1940, mudou-se para a capital paulista e passou a tocar no conjunto do maestro Gaó. Em 1943, foi para o Rio de Janeiro, contratado pela orquestra de Simon Boutman. Em 1946, gravou seu primeiro disco, pela Continental, que saiu com o título de "Cipó e Sua Orquestra", no qual foram interpretados os choros "Um choro com swing" e "Interpretando", ambos de sua autoria. No mesmo ano, gravou, também de sua autoria, o fox-trot "Crazy idea", e o choro "Contaminado". No começo dos anos 1950, ingressou na Rádio Tupi, como arranjador. Em 1957, participou com seu conjunto, do LP "Festival de Jazz - 2º Grande Concerto", lançado pela Sinter, com diferentes maestros e conjuntos, sendo gravado ao vivo no Golden Room do Copacabana Palace em novembro de 1956. Nesse LP, interpretou com seu conjunto, as músicas "I know that you know", de V. Youmans, e "Tema para dois" e "Bop ciponato", ambas de sua autoria. Ainda nesse ano, atuou no grupo musical Turma da Gafieira. Em 1958, lançou pela Sinter o LP "Assim eu danço... - Cipó e seu conjunto", no qual foram interpretadas as composições "Não se aprende na escola",de Haroldo Barbosa; "Sedutor", de Osvaldo Lyra e Carlito; "Juramento falso", de J. Cascata e Leonel Azevedo; "A grande verdade", de Luiz Bittencourt e Marlene; "Na Baixa do Sapateiro" e "Faceira", de Ary Barroso; "Praça Onze", de Herivelto Martins e Grande Otelo; "Comigo é assim", de Luis Bittencourt e José Menezes, e "Joãozinho Boa Pinta", de Geraldo Jacques e Haroldo Barbosa, além de "Assim eu danço", "Conquistador" e "Doce recordação", todas de sua autoria. Nesse ano, fez a trilha sonora do filme "Alegria de viver", dirigido por Watson Macedo. Em 1959 lançou, também pela Sinter, o LP "Melodias favoritas da tela - Cipó e Seu Conjunto", no qual foram interpretados clássicos do cinema. Na década de 1960, passou a liderar o conjunto Sete de Ouros. Ainda no começo dos anos 1960, tornou-se diretor musical da TV Tupi. Em 1962, o conjunto Sete de Ouros, sob sua direção, lançou pela Odeon, o LP "7 de Ouros", no qual foram interpretadas as músicas "Prefixo", de Julio Barbosa; "Menina feia", de Luvercy Fiorini e Oscar Castro Neves; "Penúltimo", de Guaxinin e Duba; "Never on Sunday", de M.Hadjidakis e B.Towne; "Cocktail for two", de Arthur Johnson e Sam Coslow, e "Fiz o bobão", de Luiz Reis e Haroldo Barbosa, todas em interpretações instrumentais; "Dizem por aí", de Manoel da Conceição e Alberto Paz; "Chorou, chorou", de Luiz Antonio, e "Você passou", de Nazareno de Brito e Alcyr Pires Vermelho, na interpretação de Zezinho, e "Saudade não tem cor", de Lauro Miranda e Octavio Miranda; "O barquinho", de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli; "That old black magic", de J. Mercer e H. Arlen, e "Honeysuckle rose", de Andy Razaf e Thomas Waller, na voz de Lenita Bruno. Em 1963, gravou pela Continental, o LP "Madison sensacional - Cipó e seus Madison Boy's". Em 1964, gravou pelo selo Imperial/Odeon o LP "Aqui começa o maravilhoso mundo da música - A Fantástica Orquestra de Stúdio de Cipó", no qual foram registrados uma série de grande sucessos internacionais. No mesmo ano, liderou o conjunto 7 de Ouros na gravação do LP "Impacto! - Conjunto Sete de Ouros", lançado pela Polydor, no qual foram interpretados os sambas "West samba", de Orlando Costa; "O amor que acabou", de Chico Feitosa e Luis Fernando Freire; "Todo dia é dia de chorar", de Romeo Nunes e Carlito; "O morro não tem vez", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes; "Vagamente", de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli; "Vou de samba com você", de João Mello; "Só balanço", de Julinho Barbosa; "Samba day", de Ed Maciel; "Jambete", de Helton Menezes; "Serenata africana", de K-Ximbinho, e "Balanço do coração", de José Marinho, além de "Meu pranto", de Baden Powell e Mário Telles, interpretado pelo cantor Myrzo Barroso. Em 1965, gravou, também pelo selo Imperial/Odeon, o LP "Ritmo espetacular - Cipó e Academia de Samba Imperial", no qual foram tocados os sambas "Despedida de Mangueira", de Benedito Lacerda e Aldo Cabral; "Implorar", de Kid Pepe e Germano Augusto; "Tumba lê lê", de Francisco Neto, Nilton Neves e Jarbas Reis; "Estão voltando as flores", de Paulo Soledade; "Pierrot apaixonado", de Noel Rosa e Heitor dos Prazeres; "General da banda", de Sátiro de Melo, Tancredo Silva e José Alcides; "Agora é cinza", de Bide e Marçal; "Eu chorarei amanhã", de Raul Sampaio e Ivo Santos; "Está chegando a hora", de Henricão e Rubens Campos; "Cai cai", de Roberto Martins; "Arrasta a sandália", de Osvaldo Vasques e Aurélio Gomes; "Zum zum", de Paulo Soledade e Fernando Lobo; "Pastorinhas", de Noel Rosa e João de Barro; "Grau dez", de Ary Barroso e Lamartine Babo; "Recordar", de Aldacir Louro, Aloísio Marins e Adolfo Macedo; "Império do samba", de Zé da Zilda e Zilda do Zé; "Eu brinco", de Pedro Caetano e Claudionor Cruz, e "Linda morena", de Lamartine Babo. Ainda em 1965, o selo London/Odeon lançou o LP "Brazilian Beat - Cipó And His Authentic Rhythm Group", na verdade uma redução do LP "Ritmo espetacular", que incluiu as gravações dos sambas "Implorar", de Kid Pepe e Germano Augusto; "General da banda", de Sátiro de Melo, Tancredo Silva e José Alcides; "Eu brinco", de Pedro Caetano e Claudionor Cruz; "Recordar", de Aldacir Louro, Aloísio Marins e Adolfo Macedo; "Pastorinhas", de Noel Rosa e João de Barro; "Cai cai", de Roberto Martins, e "Estão voltando as flores", de Paulo Soledade. No mesmo ano, regeu a orquestra na gravação do LP "Maria Betânia", o primeiro lançado pela cantora, na RC A Candem. Ainda a partir de 1965, e nos três anos subsequentes, foi ativo participante do Clube de Jazz e Bossa, alternando com seu colega Aurino Ferreira a direção musical do clube, dirigido por Jorginho Guinle e Ricardo Cravo Albin em várias casas noturnas do Rio. Também participou nos anos 1960 1 970, de dezenas de programas musicais produzidos pelas tevês Tupi, Rio, Excelsior, entre outras. Em 1972, criou a Orquestra do Maestro Cipó, com a qual passou a animar bailes e gafieiras no Rio de Janeiro, misturando samba e jazz. Em 1979, lançou pela gravadora CID o LP "A Gafieira - Cipó e Sua Orquestra", com as músicas "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso; "Na Glória", de Raul de Barros e Ari dos Santos; "Vereda tropical", de Gonzalo Curiel; "Cuban Love Song", de Stothart, Fields e McRugh; "Mambo Jambo" e "Mambo Nº5", de Perez Prado; "Paraquedista", de José Leocádio; "Apelo" e "Pra que chorar", de Baden Powell e Vinícius de Moraes; "Negue", de Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos, e "Força estranha", de Caetano Veloso, além dos sambas "Pra que vou recordar o que chorei", de Carlos Dafé, e "Gotas de veneno", de Wilson Moreira e Nei Lopes, esses dois últimos interpretados pelo vocalista Victor Hugo. Era considerado um orquestrador inovador.
Assinar:
Postagens (Atom)



