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terça-feira, 9 de junho de 2015

Codó



Clodoaldo Brito, O Codó 
Arraial de Cairu de Salinas das Margaridas - Bahia, 18 setembro de 1913
Morreu em 26 de janeiro de 1984 Niterói, RJ
É um cantor, pescador, compositor, e violonista brasileiro.
Nascido no município de Cairú de Salinas das Margaridas, uma ponta de ilha próximo a ilha de Itaparica, perto da Ilha do Medo.
Filho de Paulo de Brito e Carolina Arcanjo de Brito, foi criado descalço no meio do mato.
Ainda garoto, interessou-se pela pescaria, pela canoa e pela lavoura. Codó na infância gostava de fazer farinha e bejú.
Com quinze anos de idade Codó construiu seu primeiro violão, com madeira e cordas de piaçava.
Com dezesseis anos Codó quis conhecer Salvador, mas foi impedido por seu pai, pois este dizia que ele precisava primeiro aprender a tocar violão. Ouvindo isso de seu pai, Codó disse a si mesmo, “ainda vou ter um violão de verdade, igual ao do velho que fica sentado na beira do rio”. Este velho, de quem Codó se referia, (que não se sabe ao certo se fazia parte de sua imaginação, ou se era real) ficava sentado com a cabeça baixa, com um chapéu de pescador, e a água do rio correndo pelo pé; o velho tinha uma mão grande e tocava um violão desafinado, e em um volume muito alto. Codó um dia disse ao velho, que seu violão estava desafinado, o velho se virou para Codó e disse “então vá arrumar o seu violão e afine”. Depois de ouvir isso, Codó procurou imediatamente seu pai e disse que queria um violão de verdade.
Como é de costume, em cidades do interior, existem mercadores que viajavam longas distâncias vendendo e trocando mercadorias diversas. Em uma dessas visitas de um mercador, Codó foi informado que havia um homem vendendo um violão em uma cidade vizinha, na Conceição de Salinas das Margaridas. Codó imediatamente foi a esta cidade procurar o tal violão. Ao chegar no local, e questionar o preço do instrumento, Codó percebeu que não tinha dinheiro para comprar o violão. Codó então sugeriu um troca, onde ofereceu a vaca leiteira do seu quintal em troca do instrumento. O dono do violão imediatamente aceitou a troca, mas Codó ainda precisava convencer seu pai dessa troca.
Voltando para casa, Codó sugeriu ao seu pai, que trocasse a vaca leiteira da família pelo violão. Seu pai de inicio fez resistência a troca, mas para realizar o sonho de seu filho, terminou cedendo a seu pedido.
Codó trocou a vaca leiteira de seu pai, pelo seu primeiro violão.
A partir daí codó começou a tocar violão.
Autodidata, aprendeu ainda na adolescência a tocar pelo método da mão esquerda.
Depois de aprender a tocar violão, Codó queria mais, queria ir para o Mercado Modelo em salvador tentar a vida, mostrando sua arte, e comercializando os produtos de seu quintal (azeite de dendê, farinha de mesa, bejú, frutos do mar, doces em compotas, castanhas de caju, licor de caju e jenipapo, etc.).
Codó também levava para a “Feira de Sete Portas” em salvador, seu galo de briga, que era um grande campeão.
No jogo da capoeira, Codó também fez fama no “Mercado modelo” e na “feira de Sete Portas”, onde ganhava dinheiro com suas apresentações.
Nessas apresentações nos mercados populares, Codó conheceu os músicos, e amigos, Batata e Riachão, de quem ganhou uma música em sua homenagem, um xote baião que dizia assim “Codó conhecido é / por homi minini mulé / De salina ao Porto do Cairú / de São Roque a Barra de Paraguaçu / Codó conhecido é / por homi minini mulé”.
E foi na “Feira de Sete Portas”, que Codó conheceu Antonina Figueiredo Borges Mascarenhas, que posteriormente veio a ser sua mulher, com quem teve 10 filhos.
Como músico, e já casado com Antonina (Zinha como ele a chamava), Codó estabeleceu-se como músico, tocando durante muitos anos no Hotel da Bahia e na Rádio Sociedade da Bahia, de onde só saiu quando mudou-se para o Rio de Janeiro, nos anos 60.
Durante o tempo em que tocou na Rádio Sociedade e no Hotel da Bahia, recebia visitas, de Gilbero Gil e João Gilberto, que na época ainda eram garotos, e buscavam aprender novos acordes com o violão de Codó.
Mas para Codó, tocar na Bahia, ainda não era o suficiente, ele queria ir para o Rio de Janeiro.
Com o apoio de seu filho Antônio Codó, fez conatos com a gravadora RCA Victor, sediada no Rio de Janeiro, com quem fechou seu primeiro contrato para gravação de um LP (Alma do Mar), o que fez Codó mudar-se com seus filhos Antônio e Cláudio Codó para o Rio de Janeiro.
E com a renovação do contrato com a RCA, Codó resolveu trazer o resto de sua família para o Rio.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Chico Mário 



Francisco Mário de Sousa , O Chico Mário
Belo Horizonte, 22 de agosto de 1948 — 14 de março de 1988
Foi um compositor e violonista brasileiro que desenvolveu um importante trabalho, tanto como compositor quanto como instrumentista. Irmão do cartunista Henfil e do sociólogo Betinho.
Começou a estudar violão aos cinco anos de idade. Em 1965, o instrumento já era um elemento central em sua vida, intimamente ligada a sua ativa vida religiosa. Foi estudar violão com Henrique Pinto. Estudou arranjo e harmonia com Roberto Gnattali, que arranjou as músicas do seu primeiro show, Ouro Preto. Em 1978 mudou-se para o Rio. Em 1979, depois de ter sido elogiado por Carlos Drummond de Andrade, Mário gravou seu primeiro disco, Terra, lançado no México com a participação de vários artistas brasileiros, entre eles Joyce, Quarteto em Cy, Antonio Adolfo, Airton Barbosa, Chiquinho do Acordeom.
Criou o Método Musical por Cores para as Crianças, em que as artes dramáticas e música folclórica brasileira desempenham um papel significativo. O método foi adotado em várias escolas de São Paulo. Sua metodologia didática incluía histórias infantis escritas para a revista Recreio bem como a adaptação para seu próprio método musical, de técnicas de dinâmica de grupo
Envolveu-se na primeira fase da produção fonográfica independente no Brasil e foi eleito vice-presidente da Associação de Produtores Independentes Record (APID). No mesmo ano, participou da 12ª edição do Festival de Inverno de Ouro Preto. Seu álbum "Revolta dos Palhaços" foi gravado de forma independente em 1980, com a ajuda de 200 pessoas que compraram o álbum antes da produção. O álbum teve parcerias com poetas Aldir Blanc e Paulo Emílio, Fernando Rios, e Gianfrancesco Guarnieri e convidados especiais, Ivan Lins, MPB-4, Lucinha Lins, Boca Livre, Mauro Senise, Luiz Cláudio Ramos, Danilo Caymmi, Djalma Corrêa, entre outros. Em 1981, representou o Brasil no quinto Festival da Oposição (Festival de oposición), no México. No mesmo ano, gravou "Versos e Viola", com Francisco Julião que havia recentemente retornado do exílio. O álbum foi vetado pela censura da Ditadura Militar no Brasil e nunca chegou a ser lançado. Seguiu-se O instrumental "Conversa de Cordas, Palhetas e Metais", com a participação de Rafael Rabello, Nivaldo Ornelas, Zeca Assumpção, Antônio Adolfo e Afonso Machado. O álbum foi eleito o melhor álbum de música instrumental brasileira de 1983, sendo premiado com o Troféu Chiquinha Gonzaga. O livro de poemas Painel Brasileiro foi lançado ao mesmo tempo que o álbum.
Em 1984, foi o primeiro colocado no Festival de Ouro Preto com "São Paulo". Dois anos depois, a mesma canção ganhou o prêmio de melhor arranjo no "Festival dos Festivais" em Minas Gerais.
Em 1985, lançou o álbum instrumental "Pijama de Seda". Com sua esposa Nívia, produziu independentemente o álbum "Retratos" (1986), um solo de piano de Radamés Gnattalli que é um projeto de antigos diálogos folclóricos com a modernidade urbana no Brasil.

Lincoln Olivetti 



Lincoln Olivetti 
Nilópolis, 17 de abril de 1954 - Rio de Janeiro, 13 de janeiro de 2015
Foi um músico brasileiro que ficou conhecido pela parceria com o guitarrista Robson Jorge.
Instrumentista, arranjador, compositor e produtor musical, Lincoln Olivetti iniciou-se na música ainda menino. Com 13 anos, já se apresentava em bailes do subúrbio com seu conjunto. Cursou as faculdades de música e engenharia eletrônica, mas não as concluiu1 . Em meados da década de 1970, conheceu Robson Jorge, com quem viria a manter uma grande parceria musical.
Lincoln Olivetti fez arranjos para numerosos artistas: Gal Costa, Gilberto Gil, Tim Maia, Jorge Ben, Rita Lee, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Ângela Rô Rô, Zizi Possi, Fagner, Wando e Joanna2 , o que lhe rendeu fama e dinheiro, mas também críticas quanto a uma certa "pasteurização" da MPB. Foi apelidado de "o feiticeiro dos estúdios" e "o mago do pop". Na década de 1990, viveu um período de ostracismo, do qual saiu ao produzir discos para Lulu Santos e Ed Motta. ele foi o compositor da música "Um Novo Dia", cantada pelo elenco da Globo na passagem de 2010 para 2011 e cantada pelos cantores na passagem de 2011 para 2012 no Show da Virada, da Globo.
Lincoln Olivetti faleceu aos 60 anos, de infarto , na cidade do Rio de Janeiro.

Adriano Giffoni



Adriano Giffoni
Natural de Quixadá, é contrabaixista, compositor e arranjador. Morou e estudou música em Brasília e no Rio de Janeiro. Participou de shows e gravações acompanhando grandes nomes da MPB. Já se apresentou em grandes festivais de jazz pelo mundo afora e também já participou do Projeto Pixinguinha em 1997 ao lado de Roberto Menescal e Wanda Sá.

Zé Gordo



José Ramos de Souza, O Zé Gordo
Nasceu na pitoresca cidade de Pão de Açúcar, estado de Alagoas, em 19/03/1934. Filho de Luiz José de Souza e Izaura Ramos dos Santos, tinha como irmãos Acilon, Anacleto, Valter, Petrúcio, César e Terezinha.
Desde muito pequeno era visível que a música estava em sua alma e contava com o incentivo de uma grande mulher: sua mãe Isaura.
A carreira musical iniciada com o Mestre Nozinho, foi marcada pela facilidade com que tocava diversos instrumentos, mas seus preferidos eram trompete e saxofone. Na cidade natal e região integrou várias orquestras juntamente com seu irmãos músicos.
Em 1960, chegou em Santos onde como ele mesmo dizia veio “construir seu mundo”. Participou dos tradicionais bailes nos tempos áureos do Parque Balneário Hotel. A partir daí foi convidado para integrar grandes Orquestras da região e Capital: Original Músic & Choral, Os Praianos e muitas outras.

Raul Morais


Raul Morais
Raul Corumila de Morais, nasceu em  2/2/1891 Recife, Pernambuco; faleceu em 7/9/1937 Recife, Pernambuco. Compositor. Instrumentista. Regente. Era irmão do professor e compositor Edgar Morais. Com 15 anos foi aluno dos professores Marcelino Cleto e João Bandeira. Estudou piano com Arthur Marques.
Ainda jovem começou a se apresentar em diversas casas noturnas do Recife, entre as quais, o Café Chic Juventude e Cine Teatro Helvética. Em 1910 passou a atuar como pianista da dupla de cançonetistas "Os Geraldos", que naquele ano, realizaram excursão ao norte e ao sul do país.
Apresentou-se em Porto Alegre, tendo sido na ocasião convidado a ministrar aulas na Academia de Canto Musical daquela cidade. Viveu por dez anos na cidade de Porto Alegre.
Em 1920, retornou ao Recife.
Compôs marchas de carnaval para inúmeros blocos da cidade, tendo participado de inúmeros festivais de música.
Trabalhou na Rádio Clube de Pernambuco como maestro. Em 1927, sua canção "Na praia", foi gravada na Odeon pelos Turunas da Mauricéia, com Augusto Calheiros no vocal.
Em 1930 Francisco Alves gravou as marchas "Cruzes...figa prá você" e "Aguenta quem pode". No mesmo ano, teve mais dez composições gravadas. Paraguassu e Zilda Morais gravaram o samba "Meu bem vem cá", e o maxixe "Tá tudo se acabando". Elsie Houston gravou a modinha "Por teu amor, por ti", Januário de Oliveira gravou as marchas "Eu só gosto é de você" e "Regresso", e Januário de Oliveira e Elsie Houston gravaram a marcha "Tá zangadinha?".
Teve ainda a canção "Rosa do sul" gravada por Paraguassu, a marchinha "Eu só digo a você" lançada por Ildefonso Norat, a canção "O beijo", por Abgail Parecis, e o coco "Lenhadô", por Stefana de Macedo. Apresentou-se em diversos países, entre os quais, Argentina, Alemanha e Portugal. Entre suas composições estão marchas, valsas, hinos religiosos, foxes, dobrados e marchas patrióticas.
Em 1974, foi lançado o disco "Edgar e Raul Morais", pela gravadora Rozenblit, de Pernambuco, onde aparecem algumas obras de sua autoria, entre as quais, "Marcha da folia", "Adeus pirilampos", "Despedida" e "Batutas brejeiros", esta feita em homenagem ao Bloco Batutas da Boa Vista.
Um de seus maiores sucesso foi a marcha "Regresso", que foi evocada por Nelson Ferreira no clássico frevo "Evocação nº 1", que também homenageia seu nome, Raul Morais, antecedendo-lhe pelo adjetivo "Velho".
Em 1999 teve a sua "Marcha da folia" gravada por Antônio Nóbrega no CD "Na pancada do ganzá".
Em 2008, teve a música "Valores do passado", de sua autoria, gravada pelo cantor e compositor André Rio, no CD "Cem Carnavais", lançado através de produção independente.

 MARCHA DA FOLIA de Raul Moraes interpretada pelo Quinteto Armorial