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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Pedro Vidal Ramos



Pedro Vidal Ramos, O Vidal
Em 1945, fez parte da orquestra de Francisco Sergi na gravação dos choros "Fumaça do meu cachimbo", de Radamés Gnattali, e "Num dos meus calmos dias", de Miranda Pinto, em disco lançado pela Continental. Em 1948, participou do acompanhamento dos sambas "Nova ilusão", de José Menezes e Luiz Bittencourt e "Adeus América", de Haroldo Barbosa e Geraldo Jacques, primeiro disco do conjunto vocal Os Cariocas. Em 1949, foi convidado por Radamés Gnattali a fazer parte da Orquestra Brasileira Radamés Gnattali para atuar na Rádio Nacional, no programa "Um milhão de melodias", que permaneceu por treze anos no ar. Na mesma época foi convidado juntamente com José Menezes e Luciano Perrone a integrar o Quarteto Continental, no qual Radamés Gnattali era o pianista e líder.
Em 1951, participou como integrante do quarteto de Radamés Gnattali da gravação do samba "Nick Bar", na voz de Dick Farney, considerado um marco da discografia da época. Também acompanhou Dick Farney que tocou piano e Dinarte que tocou guitarra, na gravação do samba "Uma loura", de Hervê Cordovil e "Meu erro", de Luiz Bittencourt e Gilberto Milfont. No mesmo ano, participou com Radamés Gnattali e José Menezes da gravação dos choros "Pé ante pé" e "Amigo Pedro", ambos de Radamés Gnattali, em disco lançado pelo saxofonista Sandoval. Em 1952, fez parte do conjunto de Luiz Bonfá na gravação do baião "Malagueña", de domínio público, e no bolero "Só recordação", de Luiz Bonfá. Ainda nesse ano, foi convidado juntamente como o ritmista Bicalho a acompanhar o Trio Surdina, composto por Garoto, Fafá Lemos e Chiquinho do Acordeom na gravação do primeiro LP do Trio Surdina, que trazia entre outras músicas os clássicos "O relógio da vovó" e "Duas contas".
Foi eleito o melhor contrabaixista de 1953 e integrou a orquestra "Os melhores de 53", que em dezembro do ano seguinte gravou na Sinter o choro "Agora é tarde demais", de Di Veras e Paulo César, e o bop "Ineta", com arranjos do maestro Cipó. Também em 1954, acompanhou o pianista Jacques Klein na gravação dos sambas-canção "Tão só" e "João Valentão", de Dorival Caymmi.
Ainda na década de 1950, participou de gravações com a orquestra de Radamés Gnattali como as do choro"Califórnia", de Aloísio de Oliveira, feita em 1955, do samba-canção "Laura", de João de Barro e Alcyr Pires Vermelho, e do samba "Baião campana", de German Del Campo, feitas em 1957.
Ainda em 1955, gravou na Continental, tocando contrabaixo, juntamente com Radamés Gnattali no piano, e Luciano Perrone na bateria, os sambas "Faceira", de Ary Barroso e "Bate papo a três vozes", de Radamés Gnattali.
Em 1960, o Quarteto Continental passou a se chamar Sexteto Radamés Gnattali com as entradas de Chiquinho do Acordeom e Aída Gnattali. Com esse sexteto viajou no mesmo ano para a Europa como integrante da II Caravana Oficial da Música Popular Brasileira, criada pela Lei Humberto Teixeira realizando apresentações em Portugal, nas cidades de Lisboa, Coimbra e Porto, e com apresentações ainda na França, Itália, Alemanha e Inglaterra. Em 1975, participou juntamente com o baterista Luciano Perrone, Chiquinho do Acordeão e Zé Menezes nas cordas, do disco "Radamés Gnatalli Sexteto", com arrajos de Radamés Gnattali nos quais o maestro misturou música erudita e jazz.
Foi considerado um dos maiores contrabaixistas brasileiros de todos os tempos.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Rubens Bassini 



Rubens Bassini 
Foi um percussionista brasileiro que tocava instrumentos como pandeiro, bongô e conga.
Nascido no Rio de Janeiro, em 26 de Janeiro de 1933, o percussionista participou da gravação do LP Chega de Saudade, considerado um marco da Bossa Nova, registrado por João Gilberto, em 1959.
Dois anos depois, lançou o único disco autoral: Ritmo Fantástico - Rubens Bassini e os 11 Magníficos pela gravadora Pawall.
O músico tocou com Dom Salvador, Rosinha de Valença e Dom Um Romão, além de fazer parte do grupo Os Ipanemas, ao lado dos músicos Astor Silva (Trombone), Neco (Violão), Wilson das Neves (Bateria) e Marinho (Contrabaixo).
Nos Estados Unidos, durante a década de 1960, ingressou no grupo de Sérgio Mendes, onde tocaria por um bom tempo.
Faleceu em Setembro de 1985, tendo acompanhado artistas como Jacob do Bandolim, Marcos Valle, Sylvia Telles, Edu Lobo, Baden Powell, Eumir Deodato, Dave Grusin, Stan Getz, Tom Jobim, entre outros.

Roberto Corrêa



Roberto Corrêa
(Campina Verde, 1957) é um violeiro, compositor e pesquisador radicado em Brasília, Distrito Federal.
Em mais de vinte anos de carreira, Roberto Corrêa lançou 15 discos e apresentou a viola caipira e a viola de cocho nas diversas regiões brasileiras e em 29 países. Por várias vezes representou o Brasil, a convite do Itamaraty, em programas de difusão da cultura brasileira no exterior. Realizou recitais em importantes salas de concerto internacionais como o Konzerthaus (Viena), Beijing Concert Hall (Pequim) e Haus der Kulturen der Welt (Berlim).
Como pesquisador das tradições musicais do Brasil, realizou, além de trabalhos independentes, pesquisas com o apoio do CNPq, do INF/Funarte e do MinC.2 . Publicou, entre outros trabalhos, o livro Viola Caipira (Musimed, 1983), o primeiro no Brasil sobre o instrumento; e o livro A Arte de Pontear Viola (Ed. do Autor, 2000), no qual apresenta seu método para o ensino e a aprendizagem da viola, e sua pesquisa sobre as tradições do instrumento no Brasil. Realizou e dirigiu projetos que resultaram na publicação de CDs com registro de documentos musicais da cultura popular tradicional brasileira. Roberto Corrêa é professor pesquisador da Escola de Música de Brasília, onde passou a lecionar em 1985.

Pierre Klose



Pierre Klose
O solista Fritz Pierre Klose nasceu em Alstaetten, no cantão de Sankt Gallen. Iniciou os estudos no Conservatório de Lausanne, onde obteve o diploma de professor e o 1º prêmio de virtuosidade.
 Ao chegar a Salvador, ajuda a fundar os Seminários de Música, idealizados pelo então reitor Edgar Santos e pelo regente J. Koellreuter.
Docente da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia, conheceu Thereza, aluna com quem se casou em 1955.
Pierre Klose ao piano, na sua residência. Salvador, 1998.
Pela brilhante carreira, recebe o título de Professor Emérito em 1996.
Além do repertório clássico e romântico, se interessava por música moderna. Amigo de jovens compositores, suas obras ficaram conhecidas em festivais na Inglaterra, Suíça e França. Realizou turnês na Europa, América Central e Brasil.
 Atuou com regentes brasileiros e estrangeiros, apresentou ao público baiano obras para piano e orquestra de Strawinsky, Hindemith, Webern e músicas de câmara de Ernst Widmer, J. Oliveira, F. Cerqueira, Lindembergue Cardoso e Lacerda.
Levou os Seminários de Música para a Universidade Federal de Feira de Santana, cuja biblioteca leva seu nome. Tornou-se mestre e doutor em musicologia pela Faculdade de Ciências Humanas de Strasbourg/França.
 Sua arte está imortalizada em CDs, com obras de Mozart, Bach, Kuhlau, Gershwin, Villa- Lobos e Chopin, entre outros.

Bêta



Beta
Outro Saxofonista dos anos 50, sem nada no google

Rogério Duprat 



Rogério Duprat 
Rio de Janeiro, 7 de dezembro de 1932 — São Paulo, 26 de outubro de 2006
Foi um compositor e maestro brasileiro.1 Um dos maiores responsáveis pela ascensão da Tropicália, personalizando o som do então emergente movimento musical com arranjos bem elaborados, criativos e perfeitamente antenados com as tendências internacionais da época.
Duprat se iniciou na música por acaso. Seus primeiros instrumentos foram o violão, o cavaquinho e a gaita de boca que tocava "de ouvido". Posteriormente teve formação erudita, participando de orquestras como a Orquestra de Câmara de São Paulo, da qual foi membro fundador em 1956. Duprat foi aluno de Karlheinz Stockhausen na Alemanha junto do músico norte-americano Frank Zappa.
Em 1963, ao lado do também maestro Damiano Cozzella, Duprat usou um computador IBM 1620 da Escola Politécnica da USP para compor uma peça intitulada Klavibm II. A experiência era inédita no Brasil e pode ser encarada como precursora da chamada música eletrônica. Duprat ainda foi professor da Universidade de Brasília, da qual saiu junto com vários colegas devido à intervenção do governo militar na Universidade.
Mudou-se para São Paulo em 1964 e nos últimos anos viveu em um sítio em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
Rogério Duprat é mais conhecido pelo seu envolvimento com o movimento tropicalista no final da década de 1960. A intenção do maestro era romper com as barreiras entre a música erudita e a música popular. Duprat arranjou canções de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Os Mutantes, Gal Costa, Nara Leão, entre outros. O maestro ficou conhecido como o "George Martin" da Tropicália.
Nos anos 70, Duprat trabalhou com Walter Franco e o grupo O Terço. Também deixou registrada sua marca em arranjos de discos da Disco Music nacional, em especial em álbuns do grupo carioca, As Frenéticas. Na mesma época passou à produzir jingles publicitários. Com a progressiva perda da audição, o maestro foi se afastando do meio musical e se manteve recluso em seu sítio em Itapecerica.
Sofrendo de mal de Alzheimer e câncer de bexiga, Duprat foi internado no dia 10 de outubro. O quadro evoluiu para insuficiência renal, levando-o a falecer. Seu velório ocorreu no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, e o corpo foi cremado no dia 27 no crematório da Vila Alpina.
Uma curiosidade: Apesar do jeito pacato e do ar de senhor respeitável, o maestro não tinha limites para suas invenções. Quando o AI-5 baixou sobre a classe artística nacional, ele produziu o famoso disco branco de Caetano Veloso (1969), e como não dava para ser dito muita coisa, ele expeliu seus sentimentos de forma nada convencional: é só ouvir a faixa "Acrilírico", e esperar chegar ao tempo de 1.39s, em meio a um caos sonoro ouve-se um pum, feito pelo próprio maestro. Um belo resumo do que ele pensava de tudo aquilo. "Quando ele me mostrou, achei aquilo estranho demais, mas como o respeitava muito não tive coragem de mandar mudar." Palavras de Caetano Veloso, em um documentário sobre a música brasileira dos anos 60.