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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Wanderleyzinho



Antônio Benedito Medeiros Wanderley
Pianista que fez parte do RC7 e acompanhou Roberto Carlos por mais de 30 anos.

Dirceu



Dirceu S. de Medeiros, O Xuxu
Mais um gigante da bateria brasileira sem mais informações na rede  

Rossini Ferreira




Rossini Ferreira
7 de julho de 1919 — 16 de Março de 2001
Nazaré da Mata PE, músico e bandolinista brasileiro de Choro.
Fez parte da "Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco", com a qual gravou um LP pela Funarte, posteriormente lançado em CD. Possui ainda um CD com 20 composições suas, gravado pela Kuarup (KCD 098) em 1999.
Aprendeu a tocar sozinho seu instrumento, vindo aprender a ler música apenas já septuagenário. Em 59 empreendeu uma lendária viagem de músicos pernambucanos ao Rio, onde foram recebidos com honras na casa de Jacob do Bandolim, numa reunião com músicos do porte de Radamés Gnattali, Pixinguinha, César Farias e o então garoto Paulinho da Viola. Dez anos após a viagem veio a morar no Rio de Janeiro, onde ganhou diversos concursos de choro, como o "Brasileiro", promovido pela TV Bandeirantes. Aos 70 anos de idade foi convidado a voltar à Recife para lecionar no Conservatório Pernambucano de Música e ser solista de um dos mais geniais grupos instrumentais brasileiros, a Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco.  

Moacyr Peixoto



Moacyr Peixoto de Barros
 * 30/04/1920 Niterói, RJ, Brasil.
 † 01/10/2003 São Paulo, SP, Brasil.
Instrumentista, compositor.
Moacyr nasceu numa família cercada de música: o pai, pianista; a mãe, bandolinista; o tio, Nonô (Romualdo Peixoto), um grande pianista de samba, além de homem de rádio; o primo, Cyro Monteiro, cantor famoso; e os irmãos eram Araken, trompetista, e Cauby Peixoto, um dos cantores mais populares do Brasil nas décadas de 1950 e 1960, além de Andyara, também cantora.
 Autodidata, nunca chegou a ler partituras, mas ainda assim tornou-se um brilhante pianista de jazz. Aprendeu a tocar, primeiro, ouvindo o pai, que fazia o fundo musical de filmes mudos em sua cidade natal.
 “Eu devia ter uns nove anos. Meu pai me levava para ver aqueles filmes de Tom Mix. Tocava tudo de ouvido, assim como meu tio Nonô. Só que, em vez de olhar o filme, eu queria era vê-lo tocar. 'Mas rapaz, vira para lá, vai ver o filme!', ele me dizia. E eu, que já era tarado por piano, como, aliás, nós todos lá em casa por música, ficava só prestando atenção no modo como meu pai tocava”.
 Para que se tenha uma idéia da musicalidade do pai dos Peixoto, seu  Elisiário, também conhecido como Cadete, sequer tinha piano em casa. Mas essa influência auto-didata e intuitiva interrompeu-se abruptamente aos 13 anos, com seu falecimento. A partir daí, até a maioridade, a escola de Moacyr foram os programas de rádio aos quais compareciam o tio Nonô e o primo Cyro.
 Depois vieram os bailes. Ainda menor de idade, sempre curioso, Moacyr se aproximava dos músicos: “Nunca fui pobre soberbo. Via os caras tocarem e perguntava: 'Como é esse acorde?' Fui aprendendo e deslanchei rápido.”
 O aprendizado seguiu pelo cassino Quitandinha, em Petrópolis, Rio de Janeiro, onde travou contato com grandes orquestras e músicos internacionais. E desse convívio surgiu um fator decisivo em sua formação musical: Moacyr, que sempre foi uma pessoa sociável e freqüentador das altas rodas da época, fez amizade com Carlinhos Guinle (irmão do playboy Jorginho Guinle), que havia estudado bateria com Gene Krupa, grande baterista de jazz da banda de Benny Goodman. Carlinhos e Jorginho eram apaixonados por jazz e, na casa deles, Moacyr acabou tendo acesso a discos importados com o que havia de melhor na música dos anos 40.
 A carreira de Moacyr teve três estágios, sendo que cada um deles representou uma ruptura com o que veio antes.
 Primeiro, o rádio: em 10 de março de 1932, o jornal A Noite (RJ) publicava a seguinte nota: “Às 21:15, será transmitido, diretamente do estúdio de um programa da Rádio Clube Fluminense (Niterói), uma transmissão na qual tomam parte, entre outros, Cadete Peixoto, Cyro e Carino, o menino Moacyr Peixoto e o exímio pianista Nonô.” Moacyr tinha 12 anos de idade.
 Com a aproximação da maioridade, o samba e a música brasileira tradicional iam sendo deixados de lado aos poucos, substituídos pelo convívio com outro tipo de ambiente. Vieram os bailes e as gafieiras:
 Antigamente o cara tocava seis horas sem parar, o baile era só de piano. Então, os pianistas, vendo que ele queria tocar de qualquer maneira, chegavam perto e diziam: “Olha, garoto, amanhã você encontra comigo e pode tocar, tem uma festa, então você faz 'só isso'. Engana aí...”
“Eles me chamavam porque queriam paquerar as moças. Aí, eu tocava enquanto eles iam dançar, juntamente com os outros pianistas. E eu não queria saber de mulher, de nada, só queria saber de piano!”
 Moacyr chegou a tocar em orquestras famosas da época, como as de Chuca-Chuca e Napoleão Tavares, e em mais de 10 gafieiras.
 Nas palavras de Rodrigo Faour: “A propósito, o circuito de gafieiras de então ficava basicamente no subúrbio — Engenho de Dentro, Bento Ribeiro, Méier... — e no Centro, onde havia a famosa Mauá. Esses lugares eram o ponto de encontro de vários músicos que tinham Glenn Miller como mito e queriam tocar sons “modernos”, improvisar, e não ficar apenas nos sambas e choros tradicionais do Brasil, famosos na época. ‘Eles iam para as gafieiras tocar de graça. Eram músicos de cassinos’, diz Moacyr”.
 O próximo passo, no início da década de 1940, definitivo, levou Moacyr Peixoto aos cassinos e às boates, nas quais passaria o restante de sua longa vida profissional.
 A estréia de Moacyr Peixoto nas boates se deu pelas mãos do chará e saxofonista Moacyr Silva, por volta de 1941 e 1942. Por interferência  dele, a quem havia conhecido numa gafieira, passou a se apresentar no Copacabana Palace, a conviver com a elite empresarial da cidade, e a travar contato com músicos internacionais,
.Logo depois, a convite do pianista Bené Nunes, participou da orquestra internacional do cassino do Hotel Quitandinha, onde se encarregava de executar ao piano o repertório brasileiro.
 Com o fechamento dos cassinos, em 1946, a carreira de Moacyr associou-se definitivamente às boates. Casablanca, Night and Day (no Hotel Serrador, do Rio de Janeiro, onde travou contato com o trompetista americano radicado no Brasi,, Booker Pitman), Vogue (onde tocou novamente com Moacyr Silva e Bibi Miranda, a quem considerava “o maior baterista que já existiu”), e Au Bon Gourmet foram algumas de suas “casas” no Rio.
 Depois disso, a mudança definitiva para São Paulo, para onde foi inaugurar a boate Oásis, em fins da década de 1940. Daí até o final da vida, foi esta a carreira de Moacyr Peixoto: os compromissos nas boates e clubes de luxo, como Club de Paris, Michel, A Baiúca, Arpège, Captain´s Bar, e Studio Jaraguá; as jam sessions com músicos amigos após o encerramento dos shows nas boates, e a convivência apaixonada com a música.
 Revelando um pouco sua verve e suas preferências, acerca do tempo em que tocava no requintado Clube Harmonia de Tênis, em São Paulo, Moacyr diz: “Lá, o público entende a música que eu faço. Ninguém vai pedir para eu tocar Chitãozinho e Xororó”.
 Ao contrário do irmão Araken, que nunca saiu do Brasil, Moacyr excursionou pelos Estados Unidos, América Central e Europa.

Bandeirante




Edhir Izzi Lins, O Bandeirante
Nasceu em 16/09/1923 na cidade de Rio Claro no estado de São Paulo.Iniciou seus estudos
de violão aos quinze anos, já morando na capital paulista. Seus progressos no instrumento fora vertiginosos, a ponto de faze-lo abandonar os estudos e de ingressar na Aeronáutica.
Já em 1940, apresenta-se nas rádios Record e Piratininga, em São Paulo e, dois anos depois, acompanha nomes famosos como Francisco Alves, Carlos Galhardo Orlando Silva a Vicente Celestino. Em 1943 ingressa na orquestra do maestro J. França e é a partir desta época que surge seu interesse em desenvolver um método diferente para o ensino do violão. Este processo viria a ser conhecido mais tarde pelo nome de cifras.1945 é o ano em que Bandeirante se fixa na cidade do Rio de Janeiro, indo trabalhar em lugares como o Cassino da Urca; Hotel Quitandinha; Boates Casablanca e Nigth and Day, junto a orquestras dirigidas por Vicente Paiva, George Brass e Waldemar Szpillman e conjuntos como os de Djalma Ferreira e o Milionários do ritmo e o de Waldyr Calmon.
 A partir de 1951, organiza seu próprio conjunto “Bandeirante e seus Melódicos” e passa a atuar em bailes e em shows em casas noturnas. Integra o quadro da gravadora Rádio em 1952 onde grava, com seu conjunto, o Lp 10 pol “Ritmos melódicos no 2” e participa do Lp “Chorinhos” como violonista. Além do violão, Bandeirante executava com maestria o Cavaquinho, a Guitarra Havaiana, a Guitarra Elétrica, a Viola Americana e a Celesta. Foi grande amigo do notável multiinstrumentista Aníbal Augusto Sardinha (Garoto), a quem dedicou seu melhor trabalho didático: “Teoria, cifras e violão, acordeon, piano”. Além deste trabalho revolucionário, datado de 1957, onde apresenta os acordes dissonantes e elementos de harmonia funcional, ele possui “ABC do Violão”, este na verdade sendo seu primeiro trabalho, datado de 1955, onde pela primeira vez se apresenta o método de cifras e vários outros como “Harmonilandia”, “Ritmolandia” e “Cifrasolo”. Suas atividades didáticas se intensificaram na década de 60, com a consolidação da Bossa nova. Dentre seus alunos destacamos Carlos Lyra e Candinho.Não por coincidência, estes dois também foram alunos de Garoto...Pode-se dizer que Bandeirante introduziu o ensino por cifras no Brasil.
Bandeirante atuou de forma intensa em rádios como a Guanabara, Mauá e Tupy e excursionou ao Uruguai, Argentina e Chile.
Gravou na Sinter dois 78 RPM com seu conjunto apresentando quatrocomposições suas:
 “Lembranças”, “Sahara”, “Rumo a Suíça” e “Ibéria”.

Homero Gelmini


Homero Gelmini
Fez parte do grupo Os Boêmios, da Rádio Mec, no Rio de Janeiro.